Diplomatas europeus preocupados com mulher condenada à morte no Sudão por matar seu violador

Cartum, Sudão (PANA) – Os diplomatas europeus em Cartum declararam-se preocupados com a sorte de uma jovem mulher sudanesa condenada à morte, na semana passada, por ter matado o seu marido que a violou por ela recusar esta união.

Um tribunal da cidade de Omdurman, no centro-este do Sudão, condenou, a 10 de maio de 2018, Noura Hussein, de 19 anos de idade, à pena capital depois de a família do seu marido rejeitar uma compensação financeira.

"Os embaixadores da União Europeia (UE), da Noruega e da Suíça no Sudão estão a acompanhar com preocupação a situação de Noura Hussein , que foi recentemente condenada à morte pela morte do seu marido depois de ter sido obrigada a casar-se com ele e violada por este último", indica um comunicado publicado terça-feira, em Cartum.

Na nota, os signatários sublinham a firme oposição dos seus países à pena capital seja qual for o local e as circunstâncias, acrescentando que “continuam inteiramente engajados a favor da abolição universal desta sanção cruel e desumana que constitui uma violação grave dos direitos humanos e da dignidade humana”.

Eles convidam "todos os Estados" a juntar-se à moratória sobre a pena de morte, sublinhando o princípio da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 que estipula que  "o casamento deve ser contraído apenas com o livre e inteiro consentimento dos futuros cônjuges".

O diário « Sudan Tribune » relatou, esta quarta-feira, que ativistas tentam mobilizar a comunidade internacional para o caso Noura, enquanto os seus advogados estão prontos para interpor recurso contra este veredito.

-0- PANA AR/MA/FJG/IS/FK/IZ  16maio2018

16 Maio 2018 21:36:06


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