Desmond Tutu insta UA a estatuir sobre crise em Darfur

Joanesburgo- África do Sul (PANA) -- O arcebispo sul-africano Desmond Tutu lançou um apelo aos líderes africanos presentes na Cimeira da União Africana (UA) em Addis Abeba (Etiópia) para submeter o Governo sudanês a sanções severas e eficazes pela sua implicação no conflito de Darfur (oeste do Sudão).
"O Presidente sudanês, Omar El-Béchir, deseja fortemente ser designado para a presidência em exercício da UA.
A organização continental não pode autorizar-se a confortar um ditador.
Apelo aos líderes reunidos na Cimeira da UA para resistir à tirania e fazer uma causa comum com o povo de Darfur", sublinhou Tutu num comunicado divulgado segunda-feira em Addis Abeba.
"A União Africana tem diante dela uma escolha difícil relativa a Darfur.
Sejam decididos e apoiem o povo de África ou sejam fracos e apoiem os políticos que fazem do Corno de África um cemitério", advertiu.
Tutu, que notou que o nível dos sofrimentos humanos nos últimos meses aumentou enormemente, afirmou que a ajuda limitada que as Nações Unidas e as organizações humanitárias podem oferecer a Darfur está quase a esgotar.
"É uma questão de extrema emergência.
O povo de Darfur precisa de iniciativas nas próximas semanas e não nos próximos meses.
Ele sofreu terrivelmente e não pode esperar mais tempo", considerou o arcebispo sul-africano.
Tutu acusou o Governo sudanês e outras partes em conflito de tratar os observadores de paz da UA com desprezo, ao se recusar a respeitar as suas promessas de pôr termo aos massacres.
"É preciso um cessar-fogo imediato, o reforço da força com tropas da ONU e um mandato sólido para proteger os inocentes", concluiu o arcebispo sul-africano.

30 Janeiro 2007 10:14:00




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