Desmentido convite de Angola a fazendeiros zimbabweanos brancos

Luanda-Angola (PANA) -- O minsitro angolano da Agricultura e Desenvolvimento rural, Gilberto Buta Lutukuta, desmentiu quinta- feira, em Luanda, informações veículadas pela imprensa sul- africana, segundo as quais as autoridades angolanas terão convidado fazendeiros zimbabweanos desapropriados pelo governo de Harare a investirem no país.
Segundo apurou a PANA, o governante angolano, que reagia a rumores postos a circular pela imprensa, admitiu no entanto a possibilidade da criação de parcerias com os empresários nacionais.
"O ministério da Agricultura não convidou os agricultores zimbabweanos a se instalarem no país e ocuparem as fazendas abandonadas por antigos proprietários portuguêses", negou Gilberto Lutukuta, que em contrapartida, admitiu "a possibilidade de eles criarem parcerias com os homens de negócio angolanos".
"Qualquer entidade privada que queira investir no sector agrícola, em Angola, é bem vindo, e o nosso desejo é que trabalhem em parceria com os angolanos", sustentou o ministro da agricultura.
Os fazendeiros brancos zimbabweanos estão, desde 1999, de costas viradas com o governo do presidente Robert Mugabe, por este ter iniciado uma controversa reforma agrária que inclui o confisco de terras aos brancos para serem atribuidas aos negros desprovidos.
A partir daquele ano, milhares destes fazendeiros abandonaram o país e se intalaram em Moçambique, África do Sul e noutros Estados vizinhos do Zimbabwe.
As hipóteses de eles virem em Angola têm sido insistentemente ventiladas, mas estes rumores acabam por ser desmenidos oficialmente.
Angola, um país recentemente saido de um longo conflito armado que durou mais de 27 anos, tem todo o seu tecido agro-industrial e agro-pecuário paralisado ou destruido pela guerra e, por conseguinte, precisa de uma reconstrução total, que deve contar com o concurso daqueles que queiram contribuir para o seu desenvolvimento.
Especialistas na matéria consideram que Angola, com os seus recursos hídricos e os seus terrenos férteis, pode dar um salto qualitativo no banimento da fome e pobreza, contribuindo para uma estabilidade socio-económica do seu povo, desde que sejam rehabilitadas as indútrias agrícola e agro-pecuária.

10 Janeiro 2003 11:33:00


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