Desenvolvimento inclusivo pedra angular dos ODM, diz perito

Dakar- Senegal (PANA) -- A conselheira regional em Género e Desenvolvimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Coumba Mar Gadio, estimou quinta-feira em Dakar que o desenvolvimento inclusivo constitui a "pedra angular" dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
"Apesar de todos os progressos registados nesta frente, constata-se que, no planeta, seis pobres sobre 10 são mulheres", declarou Gadio durante uma reunião do Comité Técnico e Consultivo para a instauração do Gabinete das Mulheres Africanas Muçulmanas para o melhoramento da sua participação política.
O objectivo da reunião é instaurar uma plataforma de troca e de gestão dos conhecimentos onde os instrumentos poderiam ser partilhados e melhorados com vista a uma grande participação das mulheres na vida política e na erradicação das dificuldades com que elas estão confrontadas.
Gadio indicou que o número de mulheres deputadas não excede a proporção dos 16 por cento de parlamentares em todo o mundo, sublinhando que a igualdade entre sexos e a autonomização das mulheres constituem direitos fundamentais que estão no centro dos ODM.
De acordo com ela, a igualdade de sexos e a autonomização das mulheres servem de dimensão da integração nos quatro principais domínios de intervenção do PNUD, designadamente, a redução da pobreza, a governação democrática, a prevenção de crises e o desenvolvimento sustentável.
"Entre 2008 e 2011, o PNUD vai guiar-se por uma estratégia que visa promover a igualdade entre sexos, e permitir às mulheres participar em todas as esferas do Estado, do sector privado e da sociedade civil, e influir nas decisões que determinam o futuro das suas famílias e dos seus países", explicouse.
Gadio notou que em África, a proporção de mulheres que tomam assentos nas Assembleias Parlamentares é de 17,7 por cento, precisando que o Ruanda é e exemplo mais eloquente neste domínio com cerca de 50 por cento de mulheres no Parlamento.
A instauração duma rede desta natureza vai facilitar a partilha de conhecimentos e informação e permitirá apoiar os esforços de integração das questões género nas políticas nacionais, acrescentou.

18 Julho 2008 17:44:00




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