Desemprego urbano em Cabo Verde situa-se em 16.7 por cento

Praia- Cabo Verde (PANA) -- A taxa de desemprego urbano em Cabo Verde durante o primeiro trimestre do ano em curso situou-se em 16.
7 por cento, o que representa uma ligeira diminuição de 0.
2 por cento comparativamente ao último trimestre do ano passado (16.
9 por cento), apurou a PANA terça-feira de fonte segura na Praia.
No entanto, os dados apurados pelo Observatório de Migrações e Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) revelam que, relativamente ao período homólogo do ano passando, se registou um acréscimo da taxa de desemprego de 2.
3 por cento, passando de 14.
4 para 16.
7 por cento.
Este aumento é causado principalmente pela subida da taxa de desemprego verificada no Sal e em Santa Catarina, na ordem de 11.
3 e 4.
2 por cento, respectivamente.
No que diz respeito à evolução da taxa de desemprego por concelho, nota-se que no Sal houve um acréscimo da taxa de desemprego de 4.
3 por cento e em São Filipe de 1.
0 por cento.
Em Santa Catarina e São Vicente, pelo contrário, registou-se uma diminuição passando de 20.
8 por cento e 16.
9 por cento para 15.
5 por cento e 16.
3 , respectivamente.
Os dados apurados pelo observatório do IEFP indicam que, numa análise por sexo, nota-se um ligeiro aumento na taxa de desemprego entre os homens na ordem de 0.
7 por cento.
Ao contrário, entre as mulheres, regista-se uma diminuição de 3.
1 por cento.
No que se refere à análise do desemprego por faixa etária, constata-se que a tendência é maior entre os jovens com idade compreendida entre 15-24 anos, apesar de se ter registado no período de tempo em apreço um decréscimo na ordem de 4.
1 por cento comparativamente ao último trimestre do ano anterior.
Numa análise por sector de actividades, os dados apurados pelo observatório indicam que o sector com mais peso na perda de emprego é o do comércio a grosso e a retalho com 25.
4 por cento, seguido pela construção civil e por "outras actividades", onde estão incluídos os serviços colectivos e pessoais com 20.
3 por cento e 19.
5 por cento, respectivamente.
No que se refere às principais razões de desemprego, predominam factores como "necessidade de ganhar mais dinheiro" para os trabalhadores que procuram o primeiro emprego (38.
8 por cento) e "fim do contrato" para os que procuram novo emprego (23.
9 por cento).
No que concerne à situação do emprego para os próximos três meses, os dados divulgados pelo IEFP revelam que, de uma forma geral, 98.
4 por cento dos inquiridos que estão empregados neste momento responderam que irão continuar na mesma situação, 1.
5 por cento pensam que estarão desempregados e, uma percentagem insignificante, ou seja, 0.
1 por cento dos inquiridos disseram que estarão fora do mercado de trabalho.
O inquérito realça ainda que cerca de 76.
1 por cento dos desempregados prevêem estar empregados nos próximos três meses.
O inquérito do Observatório de Migrações e Emprego é realizado nos centro urbanos da Praia e Assomada (Santiago), São Filipe (Fogo), Espargos (Sal) e Mindelo (São Vicente), não abrangendo portanto as zonas rurais do arquipélago.

07 Maio 2003 10:55:00


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