Denunciada infiltração de estrangeiros entre refugiados angolanos na RDC

Luanda, Angola (PANA) - O Governo angolano revelou terça-feira que tentativas de infiltração de estrangeiros entre os 29 mil antigos refugiados seus na República Democrática do Congo (RDC) estão a atrasar o processo de repatriamento, iniciado a 20 de agosto passado e que devia terminar em dezembro este ano.

De acordo com um relatório do Ministério angolano da Assistência e Reinserção Social (MINARS), previa-se receber, até 30 de setembro passado, 40 porcento do total de cidadãos que manifestaram voluntariamente o interesse por regressar ao país.

Mas volvidas seis semanas e em função de trabalhos de reverificação de nacionalidade, explica o documento, "apenas foi possível atingir 14 porcento".

Assim, do total de 29 mil cidadãos que optaram pelo regresso à casa, chegaram ao país quatro mil e 202 pessoas, até 30 de setembro passado, revela o relatório parcelar do MINARS apresentado durante uma reunião da Comissão para a Política Social do Conselho de Ministros.

Na ocasião, o ministro da Reinserção Social, João Baptista Kussumua, afirmou que decorrem trabalhos de reverificação de nacionalidade para evitar a entrada de estrangeiros que se façam passar por Angolanos e admitiu o prolongamento do processo.

Kussumua assegurou que, para o acolhimento temporário e assistência dos antigos refugiados, o país conta com os centros de receção do Luau, na província oriental do Moxico; de Mbanza Congo, na província nortenha do Zaire e de Maquela do Zombo (Uíge), também no norte.

A operação conta igualmente com dois centros de trânsito nas cidades do Luena e do Saurimo, capitais provinciais de Moxico e Lunda-Sul, respetivamente, duas províncias fronteiriças com a RDC no leste de Angola.

-0- PANA IZ 08out2014

08 Outubro 2014 12:03:17


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