Demissão do presidente da Federação de judo no Congo

Brazzaville- Congo (PANA) -- O presidente da Federação congolesa de judo e disciplinas associadas (FECOJU-DA), Germaim Lambert Taathy Libass, demitiu-se por ter sido rejeitado pelos seus conselheiros federais, reunidos em Brazzaville para encontrarem soluções a crise no seio da intsituição.
Segundo soube terça-feira a PANA de fonte próxima do ministério congolês dos Desportos, Taathy Libass disse na abertura da sessão retirar-se "por causa dos grupelhos parcelares e brigas que visam apenas críticas virulentas".
Pediu entretanto perdão aos conselheiros e assumiu "plenamente e sozinho todos os erros cometidos" por si próprio e "pelos outros, perante a história".
A sua demissão implicou a dos membros do Bureau executivo da FECOJU-DA, nomeados por ele.
Em retaliação, o conselho federal criado pela assembleia geral cosntituinte concluirá o seu mandato dentro de dois anos, segundo a decisão dos participantes da sessão extraordinária.
Quanto ao presidente, ele é eleito pelos conselhos.
Apesar de ter sido aceite o seu perdão, os conselheiros sublinharam por unanimidade que Taathy Libass constituía um travão à boa marcha do judo no Congo.
Mantiveram e pronunciaram uma moção de insuficiência, provocando deste modo a sua queda do posto de presidente da FECOJU-DA e a sua exclusão dos efectivos dos praticantes congoleses de judo, em conformidade com os artigos 96 e 99 do regulamento interno da federação.
Estes conselheiros criticam o seu trabalho fraccionário, a sua insubmissão caracterizada e o seu tráfico de influência.
Segundo ainda os conselheiros, Taathy Libass provocou o disfuncionamento do bureau executivo, modificou as insígnias da federação, promoveu os quadros de maneira anárquica, organizou e instalou uma rede de burladores no seio da Federação, falsificou doumentos e não justificou as despesas dos fundos alocados à estrutura.
Face a vacatua do posto, os conselheiros reunidos sob a presidência do director geral dos desportos e educação física, Sedar Moise Empilloh, assessorado pelo quarto vice-presidente do Comité nacional olímpico desportivo congolês, Albert Kaya, criaram uma comissão "ad hoc" de quatro membros.
Esta comissão é presidida por Basile Ngassaki e terá como missão preparar os documentos a submeter à assembleia geral extraordinária e convocar esta reunião dentro de 15 dias.
Durante esta assembleia, os conselheiros vão explicar as decisões saídas da sessão e preencherão a vaga no conselho federal(que possuí 45 membros) deixada pela demissão de Taathy Libass e pelo falecimento de um membro.

04 Fevereiro 2003 11:55:00


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