Demissão de ministro Farba Senghor faz manchete no Senegal

Dakar- Senegal (PANA) -- A demissão do ministro do Artesanato e Transportes Aéreos, Farba Senghor, reteve principalmente a atenção dos diários senegaleses este fim-de-semana.
O ministro foi demitido pelo seu presumível papel na pilhagem dos dois diários privados publicados em Dakar, designadamente o l'As e o 24 Heures Chrono, e o Presidente (da República) Abdoulaye Wade rendeu-se à evidência diante das conclusões do inquérito da Polícia que suspeita o ministro de ter ordenado estes ataques.
Farba Senghor foi demitido das suas funções para necessidades da justiça, escreve o diário gouvernamental Le Soleil, sublinhando que este último beneficia no entanto da presunção de inocência.
A sua demissão, prossegue o diário, explica-se pelo respeito pela democracia e pela preocupação de lhe permitir defender-se.
"Wade entrega Farba Senghor ao procurador", indica por seu turno o Sud Quotidien (privado), revelando que este último "pode ser julgado actualmente".
O jornal relatou a reacção dos cidadãos que aplaudiram esta demissão julgando-a "salutar e susceptível de atenuar a atmosfera no país".
"Farba Senghor é considerado por numerosos observadores como uma bola de fogo que, quando passa, abrasa tudo que nele toque", escreveu o diário Sud Quotidien.
Zombando, o diário privado Le Populaire perguntou asim : "Há! Há! Assane (um colaborador do ministro), Farba que semeia o vento colhe então o quê ?".
Explicando aos seus leitores elementos do inquérito da polícia que convenceram o Presidente senegalês a demitir Farba Senghor, o diário privado Walfadjiri indicou que "Wade resignou-se a livrar-se do seu ministro, considerado como fiel entre os fiéis".
A imprensa privada senegalesa que, em geral, saudou esta demissão interroga-se contudo se a justiça irá ao fim com Farba Senghor que nega qualquer implicaçao neste assunto.

30 Agosto 2008 15:48:00




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