Dakar alberga fórum de mulheres contra migração africana

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- Africanas de todos os horizontes vão reunir-se em Junho próximo durante dois dias na capital senegalesa, Dakar, para discutir as novas estratégias para limitar e minimizar o impacto negativo da migração no desenvolvimento do continente, confirmaram quarta-feira os organizadores da reunião em Addis Abeba.
Considerado como a mais importante reunião regional de mulheres, o fórum é organizado pela ONG Mulher África Solidariedade (FAS), pelo Centro Panafricano para a Mulher, Paz e Desenvolvimento, pela Organização Internacional da Migração (OIM) e por outros parceiros.
O tema deste ano é "Mulheres Africanas e Migração", declarou Catherine Cowley, porta-voz da FAS, ONG sediada em Genebra (Suíça).
A migração regional e internacional desempenha um papel essencial no desenvolvimento económico, na paz e estabilidade em África.
Segundo a FAS, cada dia milhares de africanos atravessam fronteiras e deslocam-se ao estrangeiro para encontrar melhores condições de vida, mas o impacto desta fuga dum recurso humano é muitas vezes suportado pelas mulheres que os emigrantes deixam com os seus filhos.
Existem igualmente mulheres que emigram em busca de melhores condições de vida no estrangeiro.
África perde milhares de trabalhadores instruídos, formados e competentes a favor dos países desenvolvidos.
As consequências desta fuga de cérebros para as instituições sanitárias, universidades e as empresas em geral são colossais.
Mulheres, algumas das quais provenientes de regiões longínquas de África, vão reunir-se para abordar a mudança da configuração da migração africana, as dimensões económicas da migração, bem como as políticas migratórias e a cooperação para o desenvolvimento da comunidade internacional.
Um dos momentos mais importante desta reunião será a entrega a 8 de Junho próximo do Prémio Aricano de Género ao Presidente ruandês, Paul Kagamé, pelo seu envolvimento na promoção das mulheres do seu país.
O fórum atribui este prémio a nível governamental para reconhecer a acção dos líderes africanos que demonstraram o seu compromisso a encorajar a paridade no domínio da política.
Desde o genocídio de 1994, o Ruanda distinguiu-se pela sua integração das mulheres no processo de reconstrução nacional e na sua luta contra as violências perpetradas contra mulheres.
O Ruanda é o único país do mundo onde mulheres ocupam 48 por cento dos assentos no Parlamento.

03 Maio 2007 09:31:00


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