Crise no seio da FLN faz destaques na imprensa argelina

Argel- Argélia (PANA) -- A crise que abala a Frente de Libertação Nacional, maioritária na Assembleia Nacional argelina, principalmente desde o anúncio da realização, sábado, do congresso extraordinário do partido, ocupa as primeiras páginas dos jornais argelinos.
O congresso deve designar o secretário-geral da FNL, Ali Benflis, como candidato do partido às eleições presidenciais de 2004.
O Le Soir d'Argérie ressalta que a FLN reagiu com virulência à decisão da administração de rever a autorização da reunião do seu comité central e do seu congresso extraordinário.
Do seu lado, o editorialista do diário El-Watan dá a conhecer que "um golpe de força inimaginável acaba de ser dado à FNL".
Com argumentos falaciosos, a administração decidiu proibir a realização do congresso extraordinário do partido para designar o seu candidato às próximas eleições presidenciais, refere.
Sabia-se ainda que o actual inquilino da El Mouradia (Presidência da Rrepública) queria custasse o que custasse ambicionar um segundo mandato, mas não até ao ponto de fazer da Argélia um país de Papa Doc ou de Bokassa para atingir os seus objectivos, acrescenta.
"Assistimos actualmente a uma grave violação das leis da República pelo clã presidencial que não hesitou em ridicularizar a Argélia face ao mundo inteiro com pretextos falaciosos e ridículos para barrar o caminho a Ali Benfils", prossegue o El- Watan.
O diário Le Matin disse estar convencido de que "é o próprio presidente da República que bloqueou a realização do congresso extraordinário da FLN".
Por seu turno, o diário Liberté sublinha que "o presidente- candidato expôs-se ao confronto".
Após ter sido autorizado, o congresso da FNL foi declarado ilegal pelo ministro do Interior, refere o jornal.
O partido de Benfils, que acusa Bouteflika de querer impedir a realização deste encontro, sustenta que o congresso terá lugar.

03 Outubro 2003 23:07:00


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