Crianças do Burundi afectadas pela guerra civil

Bujumbura- Burundi (PANA) -- A guerra civil desses últimos anos no Burundi afectou de forma grave as crinaças, na sequência da qual mais de 600.
000 dentre elas ficaram órfãs, 180.
000 vivem em campos de refugiados, 194.
000 em locais de deslocados, 5.
000 na rua enquanto outras tronaram-se prematuramente trabalhadoras.
As crianças burundesas são vítimas do conflito armado no seu país.
Elas são por vezes actoras forçadas da guerra, segundo se pode ler num documento do escritório burundês de Coordenação dos assuntos humanitários das Nações Unidas(OCHA), que denuncia a continuação do recrutamento forçado de menores no seio de grupos armados.
O OCHA recorda que em setembro de 200, o ministério burundês delegado para os Direitos do homem e à reforma institucional publicou, com a colaboração do Parlamento, um documento intitulado : " Crianças soldados, um desafio a ultrapassar pelo Burundi", segundo o qual todas as partes do conflito recrutam crianças.
Embora o alistamento no exército nacional se limite oficialmente aos joves de 18 anos e mais, o relatório afirma que mais de 500 crianças servem como « Doriva »(espiões) ou auxiliares.
Por outro lado, um certo número de crianças foram recrutadas como "guardiãs da paz", uma milícia governamental de defesa civil.
Do lado da rebelião, as crianças soldados eram submetidos a métodos violentos de treinamento, à ameaças e sofriam de fome.
No plano sanitário, o OCHA interessa-se particularmente com as taxas de mortalidade dos menores de 5 anos que era, no Burundi, uma das mais elevadas do mundo.
Uma criança morria todos os dez minutos neste país, o que corresponde a 144 mortes por dia.
Mais de 74 por cento das crianças que sobrevivem à nascença não atingirão os 65 nos.
No plano educativo, menos da metade das crianças em idade escolar frenquentam as escolas e, no meio rural, o problema é ainda mais agudo pois apenas 35 por cento dentre elas vão à escola, enquanto mais de 550.
000 crianças que atingiram a idade de começar a ir à escola não estavam a estudar em 2002, segundo especifica o documento do OCHA.
Em muitos casos, estas são raparigas jovens que abandonam à força a escola para ajudar as suas mães nos trabalhos dométicos e campesinos, nota a mesma fonte.

20 Novembro 2002 16:20:00


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