Addis Abeba, Etiópia (PANA) – O crescimento económico de África registou uma nítida desaceleração em 2011, estabelecendo-se em 2,7 porcento contra cerca de 5 porcento em 2010, segundo um documento sobre a situação económica e social em África em 2011 realizado pela Comissão Económica para a África (CEA/ONU) e pela Comissão da União Africa (CUA).
Segundo este documento que a ser analisado a partir da quinta-feira próxima em Addis Abeba por um comité de peritos, «esta desaceleração deve-se principalmente à instabilidade política na África do Norte e à persistência do marasmo económico nos países desenvolvidos».
Esta taxa de 2,7 porcento é inferior à abservada antes das crises financeiras, económicas e mundiais do período 2007-2009, precisa o documento que explica este fenómeno pela intensificação e pela persistência da crise social e política na África do Norte.
Estas crise aumentaram muito a aversão dos investidores devida ao risco, o que levou à baixa das entradas de capitais e do investimento privado, sublinha o documento.
A produção e as exportações de petróleo, vitais para a África do Norte, foram gravemente perturbados nomeadamente na Líbia, como o turismo que desmoronou de modo brutal, indica-se.
Por conseguinte, ressalta o documento, a taxa de crescimento da África do Norte foi nulo enquanto estabelecia-se em 4,2 porcento em 2010 e recuou de 22 porcento na Líbia e de 0,6 porcento na Tunísia.
O encontro dos peritos, que findará domingo próximo, decorre em prelúdio à quinta reunião conjunta da Conferência dos ministros da Economia e Finanças da UA, da Planificação e Desenvolvimento Económico da Comissão Económica para a África, que se inicia segunda-feira na capital etíope sob o lema «libertar a potencialidade de África enquanto polo de crescimento mundial».
-0- PANA IT/AAS/CJB/DD 21março2012