Controvérsia sobre supressão da Conferência da Francofonia

Vientiane- Laos (PANA) -- Profundas divergências surgiram terça-feira em Vientiane (Laos), onde decorreu no mesmo dia a 23ª Conferência Ministerial da Francofonia (CMF), entre apoiantes e opositores da sua supressão, constatou o enviado especial da PANA.
Prevista entre duas cimeiras da Organização Internacional da Francofonia (OIF), a CMF examina as questões de funcionamento das instituições e aprova os seus orçamentos.
"Confirmo que a CMF é mantida.
Porque é um encontro previsto pela Carta adoptada em Novembro de 2005 em Antananarivo (Madagáscar)", declarou Ousmane Paye, conselheiro especial do secretário-geral da OIF.
Durante uma conferência de imprensa, Paye disse que a CMF era "uma marca de solidariedade da família francófona para com o país anfitrião", dando o exemplo de Laos "como um membro da Francofonia encravado num ambiente anglófono".
Reagindo terça-feira sobre a questão, o secretário de Estado francês para a Cooperação, Desenvolvimento e Francofonia, Jean-Marie Bockel, defendeu o princípio da supressão da CMF, julgando-a "onerosa e pouco eficaz".
"Posso assegurar-vos que é a última CMF que decorre sob a sua forma actual.
Se houver necessidade duma CMF, vai realizar-se doravante em Paris", frisou Bockel, cujo país assegura 45 por cento do orçamento da Francofonia.
De acordo com uma fonte próxima dos trabalhos, a questão divide Estados do Sul e país ricos membros da OIF que afirmam que a supressão da CMF poderia permitir economias de fundos a conceder para projectos "mais concretos".
Os ministros e chefes de delegação que representam 55 Estados e Governos membros da Francofonia, bem como 13 países observadores, deverão pronunciar-se sobre a manutenção da CMF antes de terminar quarta-feira os seus trabalhos.
Abordarão ainda as crises em África, antes de balancear a preparação da 12ª Cimeira da Francofonia prevista para 15 a 17 de Outubro próximo na cidade canadiana de Quebeque.

21 Novembro 2007 11:10:00




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