Conselho de Segurança da União Africana debate crise em Darfur

Addis-Abeba- Etiópia (PANA) -- Os 15 membros do recém criado Conselho de Paz e Segurança da União Africana (CSP) reuniu-se em Addis-Abeba domingo com a actual crise na região ocidental do Sudão entre as questões dominantes da sua agenda.
Até agora, 10 mil pessoas já perderam a vida no conflito de Darfur e um milhão ficaram internamente deslocadas, enquanto quase 300 mil outras fugiram os combates para o vizinho Tchad O conflito submeteu igualmente o governo sudanês a pressões internacionais na sequência de alegações segundo as quais Cartum aliou-se à milícia árabe Djanjawid acusada de sitiar as comunidades negras na conturbada região.
"A crise humanitária na região de Darfur é extremamente grave.
A situação poderá deteriorar-se mais ainda com fortes repercussões se medidas imediatas não forem tomadas", sublinhou o presidente da Comissão da União Europeia, Alpha Oumar Konaré, durante os debates do CPS.
Por isso, acrescentou, cabe às autoridades sudanesas oferecerem total cooperação à comunidade internacional, em particular às agências humanitárias das Nações e NGO para facilitar a distribuição da tão esperada assistência à população civil.
Manifestou-se "muito preocupado" com as violações do Direito Humanitário Internacional e dos direitos humanos em Darfur.
Apelou o governo sudanês para honrar o compromisso declarado de garantir a protecção da população civil e desarmar e neutralizar a milícia Djandjawid.
Alpha Konaré instou ainda o governo sudanês e os dois movimentos rebeldes a observarem estritamenente o acordo de cessar-fogo e o Direito Humanitário Internacional.
O governo do Sudão e os rebeldes do Movimento de Libertação do Sudão (MLS) e da Justiça e Igualdade (MJE) assinaram o acordo de cessar- fogo a 8 de Abril passado sob os auspícios da União Africana.
O acordo está actualmente a ser fiscalizado por uma missão de observação da União Africana.

05 Julho 2004 08:32:00




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