Congolês Junior Maximus sagra-se campeão africano de boxe em Cabo Verde

Praia, Cabo Verde (PANA) - O pugilista congolês Junior Maximus sagrou-se, na noite de sábado, campeão africano de boxe, na categoria de pesos pesados, ao derrotar por pontos o Marroquino Faïsal Arrami, num combate realizado na cidade da Praia, em Cabo Verde, apurou a PANA no local.

Junior Maximus, 34 anos, natural da República Democrática do Congo (RDC), mas residente na Alemanha, foi considerado pelo coletivo do jurado o melhor no cômputo dos 10 assaltos do combate e levou o cinturão de pesos pesados da União Africana de Boxe.

Em declarações aos jornalistas ainda dentro do ringue, montado no gimnodesportivo Vavá Duarte, o pugilista congolês reconheceu que foi uma luta "muito dura", perante um adversário "muito forte" e com muita experiência.

Junior Maximus enalteceu também a organização do combate, em Cabo Verde, e elogiou o público, composto por cerca de três mil pessoas, entre os quais governantes, empresários e desportistas.

O pugilista congolês detém o título de campeão da Alemanha, e chegou a Cabo Verde com sete combates e sete vitórias (fez o pleno), dos quais quatro por KO.

Por seu turno, Faïsal Arrami, 33 anos, três vezes campeão francês de pesos pesados, anterior campeão africano numa categoria mais ligeira e campeão da Francofonia, iniciou os combates profissionais aos 21 anos de idade e vem somando títulos nacionais e internacionais como vencedor do “Tourneio de França”, vencedor da Copa da Liga, “Triple Champion of France”, Campeão Africano e Campeão Francófono WC.

O combate pelo título máximo do boxe africano, organizado em Cabo Verde pela empresa de produção e difusão de conteúdos audiovisuais Green Studio, foi o maior evento da modalidade alguma vez realizado no arquipélago onde é considerado o maior evento desportivo de 2017.

Com transmissões pelas principais cadeias televisivas do mundo, o jogo para o título africano em pesos pesados já fez deslocar a Cabo Verde o presidente da União Africana de Boxe e mais de 30 convidados estrangeiros, provenientes dos Estados Unidos e do Dubai, com destaque para o príncipe Khalid bin Hamad al Khalifa, do Barém.

Conforme o fundador e diretor-geral da Green Studio, Saulo Montrond,  a realização deste evento desportivo em Cabo Verde foi um "projeto ambicioso", que custou mais de 15 milhões de escudos cabo-verdianos (cerca de 136 mil euros), numa parceria com uma empresa do Dubai.

O responsável indicou que o objetivo é tornar Cabo Verde palco de organização de grandes eventos, sublinhando o facto de o combate ter sido transmitido em direto por mais de 80 canais de televisão internacionais.

"Foi um evento magnífico. Acho que foi o maior evento do ano em Cabo Verde", afirmou o diretor da Green Studio, avançando que, para o ano, a produtora pretende organizar mais eventos de outras modalidades.

-0- PANA CS/IZ 10dez2017


10 Dezembro 2017 14:10:38


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