Congo acolhe reunião internacional sobre desarmamento de milícias na RCA

Addis Abeba, Etiópia (PANA) - Um fórum sobre o lançamento das discussões políticas gerais sobre o desarmamento das milícias e o cessar-fogo na República Centroafricana realizar-se-á de 21 a 23 de julho corrente em Brazzaville, soube-se de fonte oficial na capital etíope.

Esta informação sobressai de uma reunião do Grupo Internacional de Contacto para a RCA realizada segunda-feira em Addis Abeba, na presença do primeiro-ministro centroafricano , André Nzapayeke, e dos ministros dos Negócios Estrangeiros da África Central.

O encontro decidiu lançar negociações políticas com base nas resoluções da última reunião dos dirigentes da África Central em Malabo, na Guiné Equatorial, à margem da cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Afriana.

"Sublinhamos a nossa determinação a avançar com o roteiro de paz", indicou segunda-feira o Comissário da União Africana, encarregue da Paz e Segurança, Smail Chergui, no termo da reunião do Grupo de Contato em Addis Abeba, sobre a situação na RCA.

"Decidimos organizar o Fórum em Brazzaville de 21 a 23 de julho com base em conclusões da reunião na cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC)", anunciou Chergui a jornalistas.

O Grupo de Contato, que regista a sua quinta série de reuniões, desde a eclosão da crise atual em meados de dezembro de 2013, revelou que o desafio mais urgente para a RCA consiste em saber como fazer face à crise humanitária atual em que a metade da população necessita de uma ajuda de emergência.

Por sua vez, o sub-secretário-geral das Nações Unidas encarregue das operações de manutenção da paz, Harve Ladsous, declarou que, além do diálogo político, foi também evocada, no encontro, a estabilidade do país antes da passar sob a supervisão de uma missão das Nações Unidas.

"A prioridade é preparar-se para o mês de setembro. A situação no terreno continua muito difícil. É a nossa responsabilidade permitir aos soldados da paz trabalharem", disse Ladsous, referindo-se à falta de equipamentos adequados para a Missão Internacional Africana de Apoio à Paz para a RCA (MISCA).

Ladsous declarou esperar que a ONU que as tropas atuais na RCA disponham de equipamentos militares da ONU para melhorarem os seus desempenhos.

Afirmou que a ONU prevê desdobrar mil e 800 elementos de Polícia na RCA.

Do seu lado, o emissário especial da UA e chefe da MISCA, o general Jean Michel Mokoko, declarou à PANA que os violentos ataques nos campos de batalha na RCA favorecem lentamente atos de criminalidade e de banditismo que exigem um trabalho minucioso da Polícia.

"Temos uma maior potência de fogo, mas como utilizá-la se apenas temos, diante de vocês, dois membros não organizados. Precisamos dum acordo de cessar-fogo  e de um quadro político aceite", considerou o general Mokoko.

Porém, o primeiro-ministro interino da RCA,  negou o fato de que o seu país não dispõe de plano de paz apoiado a nível internacional sublinhando que o Governo interino tem um roteiro de paz definido e aceite.

"Temos um roteiro de paz que foi adotado no início do período interino. Os atos que praticamos fazem parte deste plano", martelou Nzapayeke.

-0- PANA AO/MA/ASA/JSG/MAR/DD 8julho2014

08 Julho 2014 13:05:37




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