Conflitos civis agravam situação sanitária em África

Nairobi- Quénia (PANA) -- As guerras civis e a má governação em África obstruíram seriamente a luta contra as doenças e exacerbaram os problemos sanitários no continente, declarou um cientista queniano terça-feira.
O director do Instituto de Pesquisa Médica do Quénia (KEMRI), Davy Koech, indicou que a diminuição dos recursos e os equipamentos inadequados agravaram mais a situação.
No seu discurso pronunciado por ocasião do 25º congresso africano das ciências da saúde, que decorre actualmente no Quénia, Koech insistiu na necessidade de manter a paz para facilitar pesquisas científicas completas e coroadas de sucesso.
Cerca de 500 pessoas participam neste congresso de cinco dias.
Pesquisadores em matéria de saúde, sábios, instâncias de decisão política e médicos práticos, bem como organismos doadores internacionais tomam parte neste encontro.
As discussões estão centradas na questão do HIV/SIDA, infecções oportunistas, tuberculose, paludismo, nutrição e saúde, medicina tradicional, género e saúde, bem como a importância da saúde pública, entre outros assuntos.
Koech recordou que a paz "não só garante a liberdade e a segurança das pessoas, mas é também uma necessidade indispensável para os que trabalham em diferentes sectores da economia".
Insistiu na necessidade de promover os resultados obtidos, considerando que o desenvolvimento do continente depende da utilização completa destas descobertas.

06 Outubro 2004 20:39:00


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