Conflito jornais-governo faz manchete em Argel

Argel- Argélia (PANA) -- O conflito que opõe os directores de seis diários privados ao governo argelino continua a alimentar os jornais a despeito do reaparecimento de cinco dos seis títulos suspensos por dívidas com a impressão.
As diferentes convocatórias e outras interpelações dos responsáveis destes jornais pela polícia judiciária levaram os directores da imprensa a adoptar uma posição comum que consiste em não responder às convocatórias da polícia judiciária, porque, consideram, em caso de delitos de imprensa é a justiça que os deve ouvir.
O diário Le Soir da Argélia referiu-se à convocatória do seu director pela Polícia judiciária.
"De acordo com os editores e os advogados do jornal, Boughanem não comparecerá perante o comissaraido central", escreve o jornal.
A convocatória não diz nem o assunto da audiência nem os artigos incriminados, salientou o Le Soir.
O diário Liberté, cujo director de publicação e chefe de redacção e caricaturista foram ouvidos pela Polícia judiciária, abre as suas colunas aos advogados e às associações de defesa das liberdades.
Milou Brahimi, membro fundador da Liga Argelina dos Direitos humanos, fez votos de que, no futuro, os jornalistas que colidirem com o poder não sejam passíveis de convocatórias habituais da pólicia.
"Basta convocá-los perante o tribunal", frisou.
Por sua vez, o Conselho Superior da Ética e Deontologia denuncia "qualquer forma de perseguição judicial visando a suspensão de publicações independentes, estimando que tais procedimentos tendem a limitar a liberdade de imprensa e de expressão".

13 Setembro 2003 21:42:00


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