Agência Panafricana de Notícias

Coletivo "Salvemos o Togo" exige partida do Presidente Faure

Lomé, Togo (PANA) - O Coletivo "Salvamos o Togo" (CST) endureceu o seu tom diante do poder, exigindo a partida "pura e simples" do Presidente Faure Gnassingbé após várias manifestações reprimidas a sangue e com granadas lacrimógeneas.

"Com efeito, num contexto sociopolítico marcado pela duplicidade dos atores políticos, pela pilhagem dos recursos financeiros e mineiros do país, pela recusa manifesta de operar reformas políticas, o regime de Faure Gnassingbé, na sua lógica de conservação do poder, utiliza golpes de forças permanentes contra a vontade do povo", deplora o CST.

Com esta postura de repressões, sublinha, o poder instituído "atravessou o Rubicão e desqualificou-se a dirigir o Togo".

De 3 a 9 de setembro corrente serão organizados concertos em todo o país, a partir do meio-dia e durante 10 minutos cada dia, para que as populações exprimam o seu "descontentamento" por este gesto, anunciou o CST durante uma conferência de imprensa organizada terça-feira em Lomé.

Estas ações, afirma o Coletivo, serão apoiadas por uma campanha de desobediência cívica seguida de manifestações de protesto e marchas em Lomé para dizer "Faure must go (Faure deve partir)", indica o CST.

Segundo Zeus Messan Atta Ajavon, coordenador do Coletivo, "o CST já não pode participar num diálogo com este regime, se não for para discutir as condições da partida de Faure Gnassingbé e do seu Governo".

Esta solidificação do Coletivo, com a situação política dificil no país, pode criar tensões, alguns meses antes das eleições legislativas e locais ainda sem datas.

O CST é um agrupamento das principais organizações de direitos humanos e dos principais partidos políticos da oposição que, desde maio passado, manifestam-se em Lomé por mais democracia, respeito dos direitos humanos e reformas políticas significativas.

-0- PANA FAA/AAS/MAR/IZ 04setembro2012