Cimeira recomenda criação de fundos para acelerar incubação de empresas em África

Praia, Cabo Verde (PANA) – A criação de fundos de investimentos para apoiar a incubação de empresas no continente africano foi uma das recomendações saídas da Cimeira de Inovação em África (CIA), que reuniu durante três dias, na capital cabo-verdiana, mais de 300 participantes dos setores público, privado e universitário de 30 países africanos, apurou a PANA de fonte da organização do evento.

O último dia do encontro ficou marcado pelo lançamento dos fundos “Semente de Inovação em África” e “Aceleradora Start-up África” que têm o propósito de permitir aos jovens africanos o acesso ao financiamento para projetos de pequenas e médias empresas.

Segundo Lucy Fonseca, conselheira estratégica da IHABA, a empresa cabo-verdiana que teve a iniciativa de organizar a Cimeira, o fundo denominado “Aceleradora Start-up África” é destinado aos empreendedores com ideias ainda não formadas.

Enquanto isso, disse, o da “Semente de Inovação em África” é dirigido aos inovadores com projetos de pequena e média empresas, ou um determinado produto que precisa de ser inserido no mercado.

Lucy Fonseca acrescentou que o fundo “Aceleradora Starp-up África” irá concentrar-se apenas em Cabo Verde e estará aberto a qualquer inovador africano.

O mesmo vai investir 25 mil dólares americanos por cada empresa, enquanto o “Semente de Inovação em África” terá o mínimo de 200 mil dólares e o máximo de dois milhões de dólares americanos por cada empresa, de acordo com a avaliação das necessidades de capital de cada um.

Segundo a conselheira, a IHABA Buildings Enterprises está à procura de investidores, privados ou públicos, que acreditam na missão que ambos os fundos pretendem cumprir e que é fazer com que qualquer empreendedor africano tenha acesso a um financiamento resultante  de uma necessidade de colaboração entre os países africanos.

Ao fazer o balanço da cimeira, o administrador da  IHABA Buildings Enterprises, José Brito, realçou que ficou patente a necessidade da realização desse tipo de encontro, reunindo atores diferentes para a discussão do tema inovação.

Por isso, a próxima cimeira já está marcada para outubro de 2015, faltando agora escolher o país a receber a próxima edição.

“Sentimos que ainda não há comunicação suficiente entre atores que têm os mesmos objetivos, que é a transformação de África”, disse o antigo ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros.

José Brito disse acreditar que os participantes poderão, a partir de agora, exercer um poder de influenciação neste sentido junto das lideranças dos respetivos países.

Ele sublinhou também o facto de o evento ter contado com a presença do Comissário da União Africana (UA) para a Ciência e Tecnologia e também de um representante da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Por isso, disse acreditar que as recomendações saídas do encontro da Praia poderão ter eco nas organizações regionais.

“Temos também apoio do Presidente do Rwanda, Paul Kagamé, que entende que deve haver um esforço continental e vai tentar influenciar a UA e, com os apoios de Cabo Verde, poderemos ter alguma influência na mudança das atitudes das lideranças africanas, muito preocupadas em resolver problemas de urgência, esquecendo que o futuro deve ser preparado hoje”, sublinhou.

José Brito anunciou ainda que a IHABA Buildings Enterprises, enquanto empresa incubadora, vai criar uma nova empresa para preparar a segunda Cimeira de Inovação em África.

-0- PANA CS/IZ 07fev2014



07 Fevereiro 2014 16:04:56


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