Cientistas quenianos investigam sobre erva daninha

Nairobi- Quénia (PANA) -- Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Agrícola do Quénia (KARI) deslocaram-se sábado ao distrito de Kajiado, no sul do país na fronteira com a Tanzânia, para investigar sobre uma erva daninha que está a impedir o crescimento do pasto em várias partes desta região semi-árida.
A erva, conhecida pelos cientistas como "Ipomea Kituiensis", invadiu as divisões centrais de Mashuru e Namanga onde está a substituir gradualmente o capim, ameaçando largamente a economia distrital baseada na pecuária.
A Ipomea Kituiensis é venenosa e nenhum animal, doméstico ou selvagem, se alimenta dela, ao passo que o mel das abelhas que absorvem o seu néctar tem um gosto amargo, segundo cientistas.
A comunidade local baptizou a erva como "o colonizador" devido à sua substituição característica de largas extensões de terra que antes teriam pasto adequado para o gado.
O pesquisador do KARI Joseph Munyasi confirmou sábado a decisão desta organização científica e disse que ele seria o investigador principal do projecto.
Declarou que a sua equipa vai começar por determinar a dimensão da expansão da erva daninha antes de experimentar vários métodos para a eliminar.
O KARI vai realizar este exercício em colaboração com a Universidade de Nairobi, com a Autoridade Nacional de Gestão Ambiental e com o gabinete distrital de produção pecuária.
O trabalho será financiado pelo Projecto de Gestão de Recursos das Terras Áridas do gabinete presidencial através da sua componente de pesquisa e desenvolvimento.

16 Outubro 2005 12:23:00


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