CICV preocupado com número crescente de feridos na Somália

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apelou quinta-feira às partes em conflito na Somália para dar um tratamento humano e uma atenção médica adequada aos combatentes capturados e aos feridos.
Além do número crescente de vítimas deste conflito que assola o Corno de África, o CICV expressou igualmente as suas preocupações profundas pela desgraça das populações civis, das pessoas feridas em confrontos e dos detidos.
De acordo com o organismo humanitário sediado em Genebra (Suíça), as operações militares na Somália, sobretudo os recentes bombardeamentos aéreos dos Estados Unidos, aumentaram o número de vítimas no sul do país.
"Os serviços sanitários essenciais são particamente inexistentes no sul do país e o mais próximo hospital operacional fica em Kismayo que se situa a dois dias de viagem no norte da zona afectada", sublinhou o CICV numa declaração.
Devido aos confrontos ocorridos há duas semanas no país, o CICV aumentou o seu apoio a várias estruturas sanitárias no centro e no norte da Somália, nomeadamente a 23 centros médicos administrados pelo Crescente Vermelho da Somália e a três hospitais da capital, Mogadíscio.
Este apoio inclui 16,5 toneladas de material de socorros, cirúrgico e medicamentos.
Mais de 850 civis e combatentes feridos foram recebidos nestas estruturas e, de acordo com um médico do CICV Oscar Avogadri, "o maior problema é a falta da confiança e o medo de sofer dum mal potencial".
Avogadri sublinhou que muitas pessoas feridas deixaram os hospitais antes do fim do seu tratamento, ao passo que outras não podiam deslocar-se a uma estrutura sanitária devido a confrontos que continuam e a má condições de segurança.
Segundo o médico do CICV, menos pessoas morreriam se elas tivessem acessos aos cuidados médicos.
"Todas as precauções possíveis devem ser tomadas para poupar a população civil", disse o chefe da delegação do CICV na Somália, Pascal Hundt.
"Os camponeses devem ter acesso aos seus campos para que eles possam plantar as sementes recentemente distribuídas, pois as águas das inundações desceram.
Caso contrário, poderemos assistir a uma desastrosa penúria de alimentação num futuro próximo", acrescentou.
Antes mesmo do desencadeamento do conflito, a população da Somália já estava confrontada com uma penúria generalizada de fontes de vida essenciais.
O CICV, que intervém na Somália desde 1977, é um dos raros organismos hmanitários ainda presentes neste país.

12 Janeiro 2007 12:04:00




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