Chefes de Estado francófonos preocupados com crise ivoiriense

Ouagadougou- Burkina Faso (PANA) -- A actual crise político- militar na Côte d'Ivoire dominou as intervenções dos chefes de Estado na abertura sexta-feira, em Ouagadougou, da X cimeira da Organização Internacional da Francofonia (OIF).
O encontro iniciou-se por volta das 10h30 (hora local e GMT) com os discursos dos Presidentes Blaise Compaoré do Burkina Faso, o anfitrião da cimeira, Jacques Chirac de França e Omar Bongo Ondimba do Gabão.
Para Blaise Compaoré, a Francofonia ressente-se quando um dos seus países membro está em crise, e quando a rejeição das ideias e dos valores que oferece ao resto do mundo enluta e torna precária a vida das populações.
Compaoré sublinhou "os sacrifícios consentidos pela França e todos os outros Estados para encontrar soluções pacíficas para as crises políticas na Côte d'Ivoire, no Haïti e na região dos Grandes Lagos".
Por seu turno, o Presidente Chirac exortou os seus pares francófonos a endereçar à Côte d'Ivoire "uma mensagem firme mas amigável para que as partes renunciem finalmente à política do pior e à violência, à ilusão da solução militar, e se reencontrem através do diálogo, único caminho para a paz".
O chefe de Estado francês recordou que "a Francofonia, fundada na confiança, deve ser um lugar onde se aborda equívocos e diferendos num espírito de fraternidade e de conciliação".
Enquanto isso, o Presidente gabonês EL Hadj Omar Bongo Ondimba, o terceiro a pronunciar-se, defendeu a despenalização dos delitos de imprensa e de opinião.
Recordando que a OIF necessita da contribuição dos jornalistas para enfrentar seus desafios, o chefe de Estado gabonês considerou anormal que os jornalistas sejam detidos pelos seus comentários e as suas análises que teriam desagradado um ou outro dirigente.

26 Novembro 2004 16:25:00




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