Caso Pierre Falcone domina noticiário da imprensa angolana

Luanda- Angola (PANA) -- A nomeação do francês Pierre Falcone no cargo de ministro conselheiro junto da embaixada de Angola na UNESCO dominou a actualidade na imprensa angolana, na semana finda.
Sob o título "Governo esclarece nomeação de Pierre Falcone", o Jornal de Angola escreve que o executivo angolano, ao nomear aquele cidadão francês não pretende obstruir a justiça francesa.
Citando um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o único diário angolano indica que o objectivo da nomeação de Falcone é fazer jus a um princípio secular da presunção da inocência, de quem nem sequer foi ainda interrogado sobre o fundo da questão.
"Uma tragédia chamada Falcone", titula, por seu turno, o "Semanário Angolense" que considera que a nomeação de Pierre Falcone, na semana passada, constitui mais um grande imbróglio internacional em que Angola se vê envolvido no escaldante "Angolagate".
Em Paris, este é já um caso transformado num imbróglio diplomático e que levanta igualmente problemas de forum judicial, escreve o mesmo jornal para acrescenta que o Ministério francês dos negócios estrangeiros tentou, por todos os meios legais, limitar as viagens de Pierre Falconi, que era aguardado sábado em Luanda.
A Capital, um outro semanário que sai aos sábados em Luanda, titula na sua manchete "Bandidagem chamada Falcone", questionando-se que "como pode um país que apoia vivamente o combate ao terrorismo estar a proteger alguém cujas práticas o aproximam do mais reles terrorista?".
Milhares de angolanos, certamente, colocaram-se diante de tamanho dilema quando tentaram compreender as razões conducentes à nomeação de Pierre Falcone para a Missão de Angola na UNESCO, sublinha o Jornal.
"A vergonha nacional: compadre Falcone é diplomata angolano" titula a edição de sábado do Angolense, um outro semanário luandense, que refere que o traficante internacional de armamento francês, Pierre Falcone, não chegaria sábado a Angola como estava inicialmente previsto.
O Jornal revela que a fuga de informação forçou o traficante e as autoridades angolanas a alterarem os planos da sua deslocação a Luanda, onde deveria fazer os últimos acertos relativos ao seu novo estatuto.

28 Setembro 2003 19:13:00


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