Cartum insta comunidade internacional a cumprir promessas

Cartum- Sudão (PANA) -- O ministro sudanês dos Negócios Estrangeiros, Mustafa Osman Ismail, desafiou a comunidade internacional a cumprir as promessas relativas à assistência humanitária para a conturbada região de Darfur (oeste do Sudão).
Mustafa Ismail, citado terça-feira pela imprensa local, disse em Tóquio (Japão) que o Sudão cumpriu com as exigências das Nações Unidas para restaurar a segurança em Darfur, apesar das preocupações manifestadas pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que grande parte das milícias na região ainda não foram desarmadas.
No mês passado, o Conselho de Segurança da ONU ordenou Cartum a desarmar os Janjaweeds, uma milícia árabe apoiada pelo governo que é acusada de violações generalizadas dos direitos humanos em Darfur.
"O apoio da comunidade internacional representa menos de 50 por cento do que promoteu", disse Ismail, que efectua uma visita ao Japão.
Entretanto, os Estados Unidos estão a preparar uma nova resolução sobre a crise em Darfur que o secretário de Estado norte- americano Colin Powell deverá apresentar esta semana ao Conselho de Segurança da ONU.
"Espero que o Conselho de Segurança apele a comunidade internacional a honrar os seus compromissos sobre Darfur", indicou Ismail ao comentar a sessão do Conselho de Segurança.
O ministro sudanês dos Negócios Estrangeiros disse esperar que "o Conselho de Segurança apele a União Africana a enviar mais observadores e ser apoiada pela comunidade internacional".
No fim-de-semana passado, Ismail negou categoricamente que Cartum se opunha ao aumento do número de observadores africanos em Darfur, mas disse que as forças sudanesas deveriam ser responsáveis pela segurança na região.
A União Africana possui cerca de 80 observadores militares em Darfur protegidos por apenas 300 soldados que supervisionam um acordo de cessar-fogo assinado em Abril passado no Tchad.
Entretanto, prosseguem em Abuja (Nigéria) as negociações de paz entre o governo e os rebeldes do Movimento de Libertação do Sudão (SLM) e do Movimento da Justiça e Igualdade (JEM).

07 Setembro 2004 10:14:00




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