Cartum acusa rebeldes de raptar civis em Darfur

Cartum- Sudão (PANA) -- O governo de Cartum acusou, segunda-feira, um dos dois grupos rebeldes que operam na região de Darfur (oeste do Sudão) de ter raptado pelo menos 12 pessoas, declarando tratar-se de uma violação do acordo de cessar-fogo assinado a 08 de Abril passado.
Cartum assinou com o Movimento de libertação do Sudão (MLS) e o Movimento Justiça e Igualdade (MJE) um acordo de cessar-fogo para permitir a distribuição de ajuda alimentar às pessoas afectadas por 16 meses de combates, em que mais de 10 mil pessoas morreram e pelo menos um milhão de outras ficaram deslocadas.
Estas acusações de rapto são levantadas por Cartum apenas quatro dias após a visita de uma missão de supervisão de cessar-fogo da União Africana à capital da região, Alfashir.
Fontes governamentais indicaram que as pessoas raptadas -- nove homens, duas mulheres e uma criança -- caíram nas maõs dos rebeldes em Malam, a cerca de 120 quilómetros no nordeste de Nyala no Sul Darfur, enquanto se deslocavam a funerais de um familiar.
Por outro lado, o Congreso Nacional (no poder) rejeitou categoricamente a ideia do envio de uma força internacional de manutenção da paz a Darfur, embora fosse proposta pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"O governo apenas receberá uma missão de observação africana.
A ideia de uma força de manutenção da paz está absolutamente rejeitada", declarou à imprensa em Cartum, o secretário-geral desta formação política, Ibrahim Ahmed Omar.
Omar reagia a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU apoiada pela Grã-Bretanha, sexta-feira passada, autorizando as fases iniciais de uma missão de manutenção da paz no sul de Sudão.
O Conselho tinha aprovado, por unanimidade, uma resolução que preconiza uma cessação imediata dos conflitos em Darfur.

15 Junho 2004 15:02:00




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