Campanha eleitoral arranca em Moçambique

Maputo- Moçambique (PANA) -- O candidato da Renamo-União Eleitoral (RUE) às presidenciais moçambicanas de 1 e 2 de Dezembro, Afonso Dhlakama, é o único que ainda não se apresentou publicamente para a campanha eleitoral que arrancou domingo em todo o país.
Dhlakama, principal candidato da oposição, devia ter lançado a sua campanha em Quelimane, capital da província central da Zambézia, mas, por razões ainda desconhecidas, ela não arrancou naquele que é o segundo maior círculo eleitoral do país.
Em Quelimane, esteve a cabeca de lista da Frelimo (partido no poder), Luisa Diogo, actual primeira-ministra, que vaticinou uma vitória esmagadora do seu partido e do seu candidato presidencial, Armando Guebuza, que, segundo ela, "apresentam um programa coerente de governação para o país".
Guebuza, "apadrinahdo" pelo Presidente da Frelimo e do país, Joaquim Chissano, escolheu Nampula, o maior círculo eleitoral, para lançar a sua campanha.
Prometeu durante um comício popular um país "livre da pobreza absoluta, maior intervenção na vida política, económica e social, adopção de políticas e incentivos fiscais para promover a habitação, indústria e a produção de materiais de construção a baixo custo".
Também se comprometeu a lutar contra a corrupção, burocracia e o "deixa andar", bem como consolidar a paz, democracia e reconciliacao nacional.
Por seu turno, Raúl Domingos, candidato presidencial pelo Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento (PDD), começou a "caça ao voto" na cidade de Chimóio, capital da província central de Manica.
Exceptuando um e outro caso de arranque e destruição de material de propaganda eleitoral de uma e outra formação política, e acusações de uso de meios (sobretudo carros) do Estado por parte do partido no poder, a campanha eleitoral, que se prolongará até 48 horas antes da votação, decorre dentro da normalidade e com civismo.
Em algumas ocasiões, certas forças políticas e alguns candidatos presidenciais preferem marchas pelas ruas, contacto interpessoal em locais de grande concentração de pessoas como mercados, ou campanha porta a porta para passarem as suas mensagens e sensibilizar o eleitorado, estimado em cerca de sete milhoes de pessoas.
Pela primeira vez, a votação terá lugar também nos círculos eleitorais de África e resto do Mundo, permitindo assim que os moçambicanos na diáspora exerçam também o seu direito cívico de votar e ser eleito.

18 أكتوبر 2004 21:39:00


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