Camapnha política no Quénia incide sobre direitos da criança

Nairobi- Quénia (PANA) -- A medida que as eleições gerais e presidenciais de 27 de dezembro se aproximam no Quénia, questões relacionadas com os direitos da criança estão a dominar as discussões entre políticos e as ONG's.
A posição da National Raibow Coalition(Nar, Coligação nacional Arco-Íris) anunciada terça-feira, define na sua plataforma como pretende resolver questões ligadas aos direitos da criança em caso de uma vitória eleitoral, tendo em conta que o UNICEF tem estado a solicitar um engajamento firme neste sentido de todos aspirantes a parlamentares.
Por seu lado, o UNICEF embacou numa campanha nos media para buscar garantias dos aspirantes a parlamentares, de que estes venham a priorizar questões que afectam as crianças assim que forem eleitos.
Em anúncios de jornais, o UNICEF fez publicar um formulário que pretende seja assinado pelos candidatos, comprometendo-se a debater questões dos órfãos e crianças tornadas vulneráveis pelo HIV/SIDA, e que farão lobby's para a educação básica dos órfãos bem como estabelecer um comité de crianças em cada circunscrição eleitoral.
O membro do Narc George Saitoti disse aqui numa conferência de imprensa concedida terça-feira, que era um dever primário da sociedade e uma prioriade do Narc estabelecer medidas para garantir a sobrevivência e a protecção das crianças por forma a que elas consigam uma óptima realização na vida.
Para além disso, disse, o Narc está engajado em fornecer educação primária escolar gratuíta as todas crianças Quenianas.
"Aproximadamente 30 por cento das crianças Quenianas em idade escolar não frenquentam as escolas porque os seus pais não têm possibilidades para os suportar.
Tem havido uma falha para oferecer aquilo que seria o direito natural de todos Quenianos-- educação primária gratuíta," disse Saitoti.
De acordo com Saitoti, o Quénia estava próximo de atingir Educação Primária Geral nos anos 1980 quando a taxa bruta de inscrições era de 94 por cento.
Os ganhos foram contudo invertidos e hoje um terço das crianças Quenianas estão foram do sistema de ensino, uma tendência que um governo liderado pelo Narc irá fazer parar.
"A equipa económica do Narc calculou que um montante adicional de Kshs 400(cerca de $5) por cada criança seria suficiente para garantir que cada uma das nossas crianças receba uma educação gratuíta.
Este é um pequeno preço a pagar para o futuro da nossa nação", notou.
A Lei sobres as Crianças recentemente aprovada pelo parlamento Queniano e o artigo 28 da Conveção das Nações Unidas sobre os direitos da Criança afirmam claramente que a educação primária geral deveria ser um direito de cada criança, sublinhou Saitoti.
Mas o candidato presidencial do Kanu, Uhuru Kenyatta, disse que a intenção do Narc de oferecer educação primária era um sonho.
Uhuru disse que o seu governo irá antes trabalhar no sentido de garantir que os Quenianos sejam economicamente emancipados para serem capazes de educar as suas crianças.

10 Dezembro 2002 11:15:00


xhtml CSS