Calma volta a Kinshasa após confrontos pós-eleitorais

Kinshasa, RD Congo (PANA) – A calma voltou timidamente à cidade de Kinshasa, após os confrontos de sexta-feira e sábado últimos, que se seguiram à proclamação dos resultados provisórios das eleições presidenciais de 28 de novembro último que consagram a reeleição do Presidente cessante, Joseph Kabila, e que fizeram quatro mortos, numerosos feridos e avultados danos materiais em várias comunas populares da capital congolesa, constatou domingo a PANA.

Domingo, os transportes coletivos retomaram o tráfego, observou-se a reeabertura das bombas de gasolina, encerradas desde sexta-feira última para impedir jovens de se abastecer de combustível que lhes serviu para fabricar cocktail Molotov.

O comércio miudo retomou igualmente bem como as missas dominicais, mas pouco frequentadas.


Durante um briefing com a imprensa no fim de semana passado, o comissário-geral da Polícia Nacional Congolesa (NPC), o general Charles Bisengimana, indicou que os agentes desdobrados para proteger a cidade de Kinshasa colidiram com essencialmente com pilhadores de lojas e de residências individuais.

Para os conter, eles utilizaram  gás lacrimogéneo e balas reais no bairro Mombele, no distrito de Limete, contra manifestantes armados, fazendo três vítimas incluindo um polícia e uma mulher que recebeu uma bala perdida.

O confronto com um grupo de jovens que atacou sábado a guarda da residência do vie-presidente da Comissão Nacional Eleitoral Independete fez igualmente um morto.

Sábado, o ministro congolês da Comunicação e porta-voz do Governo congolês, Lambert Mende Omalanga, declarou que o Estado congolês irá fazer aplicar as disposições penais da lei eleitoral contra qualquer pessoa que perturbar ou incitar a prejudicar a ordem pública.

Esta advertência endereçava-se ao líder da oposição, Etienne Tshisekedi, que rejeitou os resultados provisórios das eleições presidenciais e autoproclamou-se Presidente eleito.

« O Governo congolês já não vai tolerar desordens e tem o dever de proteger os cidadãos congoleses e estrangeiros que vivem no país contra os que danificam e pilham », advertiu o ministro.

Após a proclamação dos resultados provisórios das eleições presidenciais sexta-feira, apoiantes do Presidente eleito atacaram as principais artérias da cidade de Kinshasa para festejar a sua vitória, enquanto os do candidato derrotado, Etienne Tshisekedi, atacam  comércios e residências, queimando pneus nas artérias para protestar contra a eleição de Joseph Kabila.

A Polícia utilizou várias vezes tiros de balas brancas e no ar para dispersar os agrupamentos nos bairros populares de Kintambo, Ngaliema, Selembao ou ainda.

-0- PANA LAPS/JSG/IBA/MAR/DD 11dez2011

12 Dezembro 2011 21:58:30


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