Cajú pode ser alternativa do sector energético na Guiné-Bissau

Bissau- Guiné-Bissau (PANA) -- O engenheiro electrotécnico Filinto Vaz Martins, da Guiné-Bissau, sugeriu o recurso à casca de castanha de cajú como alternativa na grave crise de energia prevalecente no país, soube a PANA em Bissau.
Segundo o engenheiro Martins, se o país não pode continuar a produzir energia a partir do petróleo, existe a tecnologia já comprovada em países como o Brasil e a Índia em produção de combustível através da castanha de cajú.
"A tecnologia existe para a produção de vapor a partir da casca de castanha de caju.
É uma tecnologia antiga", afirmou.
Por outro lado, lembrou, a primeira central eléctrica que existiu no país há cerca de 50 anos foi alimentada por lenha queimada.
"Era um motor a vapor que criava movimentos e fazia girar então o gerador eléctrico", disse.
Segundo ele, a utilização de gasóleo para a produção de energia na Guiné-Bissau "deforma a balança comercial do país" e justifica o facto do país ser simples importador e não produtor, enquanto a castanha de cajú e o próprio coconote foram simplesmente abandonados.
Para arrancar o sector energético, disse, a classe política deve ser consciencia lizada sobre a importância da energia, para se ter uma ideia de prioridade do sector sendo que "a tecnologia moderna obriga a uma produção elevada de energia".
Martins referiu igualmente à questão da pirataria da corrente eléctrica que parece, segundo ele, "um ciclo vicioso que deve ser ultrapassado".
A Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) experimenta grandes dificuldades para pôr a energia à disposição do consumidor e este, por sua vez, consome e não paga, observou.

06 Julho 2004 09:30:00


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