Cabo Verde inaugura aterro sanitário financiado pela UE com 6,5 milhões de euros

Praia, Cabo Verde (PANA) – O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, considerou terça-feira em Santiago que o Aterro Sanitário desta ilha (ASS) é uma grande oportunidade para a criação de empresas de recolha e tratamento do lixo, e geração de negócios.

“Temos de não só garantir uma melhor qualidade ambiental, como também, a partir do lixo, criar oportunidades para o crescimento do país e para garantir rendimentos às famílias”, considerou quando inaugurava esta estrutura.

Para o chefe do executivo cabo-verdiano, esta infraestrutura é um exemplo de como é possível ultrapassar “conflitos” entre o poder local e o poder central, através de uma complementaridade de ações, no sentido de gerar empregos e o desenvolvimento no país.

O ASS, em Cabo Verde, beneficiou do financiamento da União Europeia (UE) avaliado em seis milhões e 500 mil euros.

Com capacidade para tratar 1,2 mil milhões de toneladas de resíduos sólidos e uma vida útil estimada em 20-25 anos, o ASS é situado na zona de Monte dos Botes, no município de São Domingos, onde ocupa uma área de 20 hectares.

Vai receber e tratar resíduos sólidos produzidos em todos os nove municípios da maior e mais populosa ilha do arquipélago cabo-verdiano.

Numa primeira fase, ou seja nos primeiros sete anos, a infraestrutura foi impermeabilizada apenas numa área de seis hectares, com capacidade para receber 990 mil toneladas de lixo.

Segundo dados oficiais, cerca de 66 porcento dos mais de 520 mil habitantes de Cabo Verde vivem em centros urbanos e produzem mais de 220 toneladas diárias de resíduos sólidos, sendo metade desse montante, 110 toneladas, originado no concelho da Praia que alberga cerca de um quarto da população total cabo-verdiana.

Com a entrada em funcionamento, o próximo passo será o encerramento de todas as lixeiras municipais, que funcionam a “céu aberto”, o que o Governo considera como “um grande ganho para o ambiente e a saúde pública”.

A construção do aterro foi concluída desde maio de 2012, mas a infraestrutura só foi recebido pelo Governo em julho do ano passado, devido a dificuldades manifestadas pelo Executivo e pelos municípios da ilha de Santiago na mobilização de recursos para aquisição de equipamentos.

A entrada em funcionamento da ASS aconteceu após as duas partes terem chegado a um entendimento para criação de um sistema intermunicipal para a gestão dos resíduos sólidos e que será feita pela empresa público-privada Praia Ambiente, em regime de subconcessão.

Os recursos para dar sustentabilidade à exploração e operacionalização do aterro sanitário serão garantidos com a cobrança da tarifa de resíduos sólidos a ser feita através do pagamento da taxa de eletricidade.

-0- PANA CS/DD 06mai2015




06 Maio 2015 10:56:33


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