Praia, Cabo Verde (PANA) – Cabo Verde está disponível para participar numa missão de paz na Guiné-Bissau sob os auspícios da Organização das Nações Unidas (ONU), declarou sexta-feira na cidade da Praia o ministro cabo-verdiano da Defesa, Jorge Tolentino,
O governante cabo-verdiano manifestou esta posição do país à imprensa após um encontro de trabalho com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que é igualmente comandante supremo das Forças Armadas.
Esta posição de Cabo Verde foi expressa relativamente ao alegado envio à Guiné-Bissau, de uma força multinacional sob a responsabilidade da ONU.
No entanto, Jorge Tolentino salientou que, em primeiro lugar, ele terá de se conhecer o "perfil" da eventual força para, depois, se analisar a forma como Cabo Verde poderá participar nela.
"O que neste momento nos preocupa é a constituição da força sob a responsabilidade das Nações Unidas. Uma vez constituída esta força, definidos os seus contornos, aí sim, veremos se e como as Forças Armadas de Cabo Verde poderão participar", afirmou.
O ministro da Defesa de Cabo Verde disse que o país está preparado para participar a qualquer nível nesta missão.
"É neste sentido que todo o trabalho do país tem estado a ser feito no sentido de garantirmos as Forças Armadas suficientemente capacitadas em termos de recursos humanos e materiais que permitam a intervenção no plano nacional e no plano externo, humanitária e militar, se ela se justificar", especificou Jorge Tolentino.
Na quinta-feira, o Conselho de Segurança (CS) da ONU discutiu sobre a situação na Guiné-Bissau.
Na mesma ocasião, os chefes da diplomacia de Portugal, Paulo Portas, de Angola, George Chicoty, e da Guiné-Bissau, Mamadu Djalo Pires, bem como o embaixador da Côte d’Ivoire, Youssouf Bamba, em nome da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAOI, pediram o envio de uma força de interposição para devolver o poder aos civis na Guiné-Bissau.
-0- PANA CS/DD 20abr2012