Cabo Verde defende verdadeira integração regional na África Ocidental

Praia- Cabo Verde (PANA) -- O novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade de Cabo Verde, José Brito, defendeu segunda- feira à tarde na Praia uma verdadeira integração na África Ocidental para permitir aos países da sub-região competir com gigantes económicos como a China, a Indonésia ou a Malásia.
Brito, que falava no encerramento da VI reunião do Banco de Investimento e Desenvolvimento dos países da África Ocidental (BIDC), garante que os 15 países membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com 300 milhões de pessoas, podem competir com gigantes económicos como a China, a Indonésia ou a Malásia, desde que consiga uma verdadeira integração.
Considerou que, para isso, é preciso olhar para a totalidade da África Ocidental como um espaço único e não como um espaço composto por vários países.
Brito, que foi transferido esta semana de ministro da Economia para o dos Negócios Estrangeiros, afirmou que no espaço da CEDEAO poderia haver "operadores de telecomunicações sem fronteiras", que permitissem que uma chamada entre os vários países fosse como uma chamada local, o que traria benefícios para a ambicionada integração.
Adiantou que na CEDEAO a dimensão do mercado das telecomunicações, da energia e dos transportes crescerá e "uma África Ocidental verdadeiramente integrada não pode esperar, tem de começar já".
"Os desafios estão aí para todos nós", avisou o ministro cabo- verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade.
A VI reunião do BIDC, braço financeiro da CEDEAO, juntou na cidade da Praia os ministros das Finanças dos 15 países membros da organização sub-regional.
A CEDEAO agrupa Cabo Verde, a Guiné-Bissau, o Benin, o Burkina Faso, a Côte d’Ivoire, o Gana, a Gâmbia, a Guiné Conakry, a Libéria, o Mali, o Níger, a Nigéria, o Senegal, a Serra Leoa e o Togo.

01 Julho 2008 13:06:00




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