Cabo Verde beneficia de 11º FED para combate ao desemprego nos PALOP

Praia, Cabo Verde (PANA) – Cabo Verde é um dos beneficiários do projeto de combate ao desemprego nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste, financiado pela União Europeia (UE), através do 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED),  apurou a PANA, sexta-feira, na cidade da Praia, de fonte segura.

A informação foi avançada pelo presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Cabo Verde, Vargas Melo, na sequência da reunião dos dirigentes e técnicos nacionais da sua instituição que debateu esta semana estratégias para o combate ao desemprego juvenil que afeta cerca de 34 porcento dos jovens em Cabo Verde.

“Ainda desconhecemos os pormenores da implementação do projeto. Só já temos a informação oficial de que já há esse financiamento, avaliando em 18 milhões de euros. O que eu garanto é que estaremos a trabalhar com as nossas equipas, a afinar as nossas máquinas para que Cabo Verde possa aproveitar o máximo que for possível, dentro daquilo que é o orçamento disponibilizado para o país”, afirmou.

Vargas Melo lembrou que Cabo Verde, juntamente com Angola, São Tomé, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste  já tinha sido beneficiários do 10º FED, no âmbito de um projeto que apoiou o setor da formação profissional e emprego e que foi liderado pelo arquipélago cabo-verdiano.

“Tendo em conta os resultados, a UE entendeu continuar o financiamento no 11º FED para beneficiar os cinco PALOP mais Timor-Leste na criação de estratégias para a criação do emprego, focalizado sobretudo no auto-emprego e no empreendedorismo”, explicou o presidente do IEFP.

Por isso, no encontro decorrido sob o lema “Inovar para maior empregabilidade dos jovens”, pretende-se preparar os dirigentes e técnicos dos centros de emprego e formação profissional de forma a estarem aptos para aproveitar o máximo possível os financiamentos disponíveis.

Para além do FED, Vargas Melo garantiu que há outros fundos a serem disponibilizados no âmbito da carta integrada que está em curso desde 2014 e do programa de apoio à estratégia nacional de criação de emprego, financiado pela cooperação luxemburguesa e pelas Nações Unidas.

“É nesta perspectiva que nós quisemos capacitar, qualificar toda a nossa estrutura dos recursos humanos descentralizados e que faz a implementação direta das políticas e dos projectos, para podermos aproveitar ao máximo as oportunidades existentes, afinar as metodologias e podermos dar a nossa contribuição no combate ao fenómeno do desemprego que assola e atormenta, sobretudo, a camada juvenil”, sublinhou.

-0- PANA CS/DD 10julho2015


10 Julho 2015 15:07:39


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