CPJ exige explicações de Presidente gambiano sobre jornalista detido

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) – O Presidente gambiano, Yahya Jammeh, deve esclarecer as suas declarações proferidas a 16 de março último sobre a morte do jornalista  Cheif Ebrima Manneh, declarou quinta-feira o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

O CPJ lançou este apelo por ocasião do quinto aniversário da detenção, a 7 de julho de 2006, de Ebrima Manneh, desaparecido após ter sido preso a pedido das autoridades gambianas.

O porta-voz da Polícia gambiana, Yorro Mballow, declarou ao CPJ que a Polícia não tinha nenhuma informação sobre Manneh, cuja detenção por agentes a civil dos Serviços Secretos gambianos, a NIA, nas instalações do diário pro-governamental « Observer » ocorreu diante dos seus colegas.

Várias fontes credíveis revelaram a sua detenção em janeiro de 2007 e uma decisão do Tribunal de Justiça da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) exige a sua libertação. No entanto, a administração Jammeh continua a negar em bloco ter tido conhecimento do caso.

A 16 de março, por ocasião duma reunião com representantes da imprensa gambiana, o Presidente Jammeh teria revelado que detinha informações sobre o caso Manneh.

« Permitam-me prestar um esclarecimento, o Governo nada tem a ver com a morte de Chief Manneh », teria declarado.

Uma fonte policial anónima indicou igualmente em 2009 que Ebrima Manneh morreu na prisão.

« O silêncio das autoridades gambianas neste caso é cínico e cruel », declarou o coordenador da defesa dos interesses dos jornalistas do CPJ para África, Mohamed Keita, acrescentando que « o Presidente Jammeh deve explicação à família Manneh ».

-0- PANA PR/VAO/JEN/TBM/SOC/MAR/TON 08julho2011

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