CEDEAO envia pessoal militar a países mais afetados para lutar contra Ébola

Accra, Gana  (PANA) - Os Estados-membros da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) comprometeram-se a enviar, nos próximos seis meses, 192 pessoais de saúde militar para reforçar a luta contra a epidemia de Ébola nos países mais afetados da região.

No termo da sua reunião extraordinária do Comité dos Chefes de Estados-Maiores (CCDS) , segunda-feira em Accra, no Gana,  o Benin, o Burkina Faso, a Côte d'Ivoire, o Gana, a Guiné-Bissau, a Nigéria, o Senegal e o Togo, prometeram fornecer agentes médicos militares, dos quais dois médicos e seis outros agentes de saúde a serem substituídos de dois em dois meses.

Cada país fornecerá 24 trabalhadores de saúde e 192 no total. Para um desdobramento eficaz e atempado, o Comité pediu à CEDEAO para disponibilizar um apoio financeiro e logístico necessário, indicou o CCDS.

Durante a reunião, os chefes de Estados-Maiores da região foram informados sobre as iniciativas de resposta da CEDEAO ao vírus de Ébola.

Ouviram igualmente as apresentações da Organização Oeste-Africana da Saúde (OOAS), que aumentaram os impactos de segurança e socioeconómicos da epidemia na região e discutiram sobre o Plano da CEDEAO para o envio  de pessoal médico militar aos países mais afetados.

Nas discussões que se seguiram, os participantes sublinharam a necessidade, para a CEDEAO e os Estados-membros, de tirar proveito do processo de luta contra a pandemia na região e  solidarizar-se com os países afetados.

Também evocaram a necessidade, para o Exército, de se associar à luta contra a doença  desdobrando o pessoal médico militar bem como o respeito e a conformidade com as estruturas e os mecanismos de coordenação existentes nos Estados-membros afetados, nomeadamente a Libéria, A seera Leoa e a Guine Conakry.

Encerrando a reunião,  o presidente do CCDS e chefe de Estado-Maior do Exército do Gana, o vice-almirante Mattew Quashie, exprimiu a sua satisfação aos Estados-membros e encorajou-os a assumirem os seus compromissos.

Por sua vez, o presidente da Comissão da CEDEAO, Kadré Désiré Ouédraogo, declarou que a sua instituição já desembolsou mais de quatro milhões e 500 mil dólares  americanos para os países afetados através da OOAS, agência especializada na saúde da CEDEAO, em colaboração com a União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

Disse igualmente já ter enviado 116 trabalhadores de saúde civis aos países mais afetados.

A reunião do CCDS realizou-se por iniciativa dos líderes regionais que, durante a sua sessão extraordinária, de 6 de novembro último em Accra, instaram os Estados-membros a contribuirem com o pessoal e a logística militares para reforçar as capacidades de reposta,  ajudar o pessoal médico no terreno e participar na construção de centros de tratamento suplementares e garantir a segurança.

-0- PANA VAO/FJG/JSG/FK/DD  09dez2014

09 ديسمبر 2014 11:49:40




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