CEDEAO condena posição de ex-ministro togolês do Interior

Niamey- Níger (PANA) -- O presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), o chefe de Estado nigerino Mamadou Tandja, condenou sexta-feita "com firmeza" a declaração do ex-ministro togolês do Interior para o adiamento das eleições presidenciais de 24 de Abril, soube a PANA de fonte oficial.
Num comunicado publicado em Niamey (capital do Níger), Mamadou Tandja  condena "com firmeza esta iniciativa irresponsável que mete em causa os esforços da CEDEAO e da comunidade internacional que desejam ver no Togo a instauração da paz e da democracia".
Reafirmando o compromisso da CEDEAO em apoiar o processo eleitoral em curso no Togo como previsto pela Constituição, o presidente da organização oeste-africana "denuncia as iniciativas e os actos que perturbem a ordem pública e conduzam o país ao caos".
Na sexta-feira de manhã, o ex-ministro togolês do Interior, Segurança Pública e Descentralização, François Akila Esso-Boka convocou a imprensa e parte do corpo diplomático para apelar ao Presidente interino, Abass Bonfoh, a suspender o processo eleitoral em curso e instaurar um período de transição.
Posteriormente, François Esso-Boka foi exonerado e substituído pelo ministro da Justiça, Katari Foli-Bazi, que acumula as duas pastas e está encarregue de prosseguir com o processo eleitoral.
"O presidente em exercício da CEDEAO estima que o processo eleitoral deve continuar e que as eleições presidenciais devem ser realizadas na data prevista", sublinha o comunicado.
Mamadou Tandja pediu, por outro lado, as autoridades togolesas a tomarem, em colaboração com o seu representante especial no Togo, "todas as medidas necessárias para garantir o bom desenvolvimento do escrutínio eleitoral".
Apelou também a classe política a "um senso patriótico e de cidadania para poupar o povo togolês de duras provas que não merece".
O presidente em exercício da CEDEAO recebeu quinta-feira em Niamey três dos quatro candidatos às eleições presidenciais no Togo para lembrar-lhes "a indispensável segurança" do escrutínio previsto para domingo próximo.

23 Abril 2005 13:34:00




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