CEDEAO advoga esforços mútuos para melhor tratamento da fístula obstétrica

Niamey, Níger (PANA) – O Presidente togolês e Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Faure Gnassingbé defendeu, quinta-feira em Niamey, uma mutualização dos esforços com vista a melhorar a gestão da fístula obstétrica, e lutar contra a mutilação genital feminina e a violência baseada no género.

“Enquanto subsistirem em detrimento das mulheres e crianças discriminações graves, a violação de direitos, práticas tradicionais debilitantes, permaneceremos longe do nosso objetivo de construir uma região desenvolvida e próspera", indicou Gnassingbé num discurso na abertura do Fórum das Primeiras Damas da CEDEAO sobre a Fístula obstétrica.

“A questão da fístula obstétrica é uma dor imensa não apenas para mulheres vulneráveis e seus próximos parentes, mas também para todos nós”, lançou o Presidente togolês, insistindo na urgência da implementação de programas concertados que impactem diretamente em todas as populações.

Na sua ótica, a fistula obstétrica “é realmente a doença da exclusão”, porque atinge mulheres beneficiárias ou não de cuidados médicos adequados e as coloca à margem das suas comunidades".

É um problema maior de sáude pública e de sociedade que requer uma determinação sem falha para se conseguir a sua erradicação total, ressaltou o Presidente da CEDEAO, sublinhando que as diversas formas de violência contra mulheres e crianças agravam a sua vulnerabilidade implicando enormes consequências socioeconómicas.

Segndo o Presidente nigerino, Issoufou Mahamadou, o anfitrião do fórum, os temas retidos para o encontro de Niamey “são desafios em relação a expetativas das populações, que se inscrevem na luta contra a pobreza para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Para se conter melhor  os problemas da mulher e da criança, o chefe do Estado nigerino preconizou uma mudança necessária de mentalidade e atitude, como também uma escolarização universal e uma melhor cobertura sanitária.

A seu ver,  “não proteger as mulheres e as crianças é congelar mais de 50 porcento  do desenvolvimento”.

Por sua vez, o Presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel Alain De Souza, apelou às populações da sub-região para que participem na luta contra estes flagelos, instando as Primeiras Damas a darem um novo impulso à luta, e os Governos e Parlamentos a implicarem-se cada vez mais.

A comissária responsável pelo Género e Assuntos Sociais da CEDEAO, Fatoumata Dia Sow. saudou, por sua vez, a esperança suscitada pelo fórum.


Participaram no Fórum de Niamey, as Primeiras Damas do Níger, do Burkina Faso, da Côte d'Ivoire, do Gana, da Gâmbia, do Mali, da Mauritânia e do Senegal, ao passo que as do Benin, da Guiné Conakry, da Nigéria e da Serra Leoa se fizeram representar.

Organizada em parceria com a Comissão da CEDEAO, a República do Níger e a Fundação “Tattali Iyali” da Primeira Dama do Níger, Malika Issoufou, o encontro teve como objetivo geral consolidar o compromisso político das esposas dos chefes de Estado da sub-região oestew-africana em torno de soluções operacionais a serem implementadas nos 15 Estados membros relativamente às questões da protecção da mulher e da criança.

-0- PANA SA/IS/CJB/DD 07out2017

07 أكتوبر 2017 16:57:08




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