Bibliotecas tendão de Aquiles de ensino superior em África

Dakar- Senegal (PANA) -- As bibliotecas universitárias africanas são esquecidas nos planos e programas de melhoria do ensino superior em África, disse a directora da Biblioteca Central da Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar, Mariétou Diongue Diop, quarta-feira durante a Conferência Regional sobre o Ensino Superior em África (CRESA).
De acordo com Mariétou Diop, "deve-se abordar a questão dos recursos documentais, porque se constata um grande défice neste plano.
Numa altura em que a norma da UNESCO é pelo menos um livro por estudante e por ano, no Senegal, por exemplo, a taxa é de 0,045 livro por estudante, ou seja menos de cinco livros para 100 estudantes".
"A maioria das universidades africanas suprimiram as assinaturas às bases de dados e fundo social por falta de meios", deplorou a documentalista senegalesa.
Ela preconiza a título alternativo o recurso à consulta de fontes documentais em linha na internet nos países africanos.
"Sem documentação pertinente e actualizada, o professor e o pesquisador estarão sempre confrontados com problemas.
Por se constata hoje a possibilidade duma utilização electrónica dos recursos documentais, instamos os nossos Estados a apoiar-nos neste domínio", defendeu.
A conferência saudou o exemplo da Nigéria, que subscreveu uma assinatura de três anos para uma licença nacional que permite obter gratuitamente as obras e as revistas mais recentes em benefício das 94 universidades do país.
"Esta licença nacional é menos cara do que uma assinatura por universidade.
Este sistema poderia ser reproduzido na União Africana", indicou um responsável da UNESCO.
Por seu turno, o ministro senegalês do Ensino Secundário, Centros Universitários Regionais (CUR) e Universidades, Moustapha Sourang, indicou que tendo em conta o número de orientações políticas das universidades os ministros africanos encarregues do Ensino Superior escolheram a documentação numérica.
"Instamos a União Africana a sensibilizar os doadores para uma mutualização das universidades, com vista a ser dados mais meios.
África pode optar pelo numérico que é um excelente instrumento pedagógico", disse o governante senegalês.

13 Novembro 2008 11:03:00


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