BM e FMI querem transparência na gestão petrolífera em São Tomé

São Tomé- São Tomé e Príncipe (PANA) -- O Banco Mundial(BM) e o Fundo Monetário Internacional(FMI) aconselham o Governo São- tomense a gerir de forma transparente as receitas de petróleo e não investir em sectores improdutivos, soube sexta-feira a PANA na capital do país.
Segundo o chefe da missão conjunta BM/FMI, Joachim Harnecher, que se encontra na capital São Tomé para avaliar o desempenho macro- económico do país relativamente ao ano passado, São Tomé deve investir em infraestruturas visando o desenvolvimento do país.
Por outro lado, a mesma tese foi igualmente defendida pelo Presidente da República, Fradique de Menezes, que presidiu durante todo o dia de quinta-feira a sessão especial do Conselho de Ministros dedicada ao dossier petróleo.
Durante essa sessão do Conselho de Ministros, que reuniu os líderes dos partidos políticos, das bancadas parlamentares, dos sindicatos, Comandantes do Exérctito e da Polícia e a Missão conjunta BM/FMI, os presentes foram unânimes em reconhecer a necessidade de se gerir correctamente as receitas do "ouro negro" na perspectiva de aliviar os problemas socio-económicos da população.
São Tomé vai contar a partir do próximo ano com receitas provenientes do sector petrolíferos, devendo arrecadar ainda este ano cerca de 270 milhões de dólares com o concurso público a ser lançado a 14 de Abril para a exploração de nove poços de petróleo no seu offshore.
Segundo apurou a PANA, o governo, na pessoa da Primeira-Ministra Maria das Neves, está a criar as condições para que os fundos do petróleo venham a ser bem geridos na perspectiva de gerar desenvolvimento e emprego.
Em relação a missão do BM/FMI, Joachim Harnecker, considerou de positivo o desempenho do governo em termos económicos e financeiros e prometeu iniciar ainda este ano negociações que irão permitir ao país entrar novamente no programa de facilidades económicas para a redução da pobreza e do crescimento economico no quadro da iniciativa HIPIC(Programa para países pobres mais endividados).
São Tomé e Príncipe entrou para o programa de ajustamento estrutural em 1988 como forma de corrigir os desequilíbrios macro-económicos e desde aquela altura a população são-tomense tem vindo a sofrer as consequências de uma política de "apertar o cinto".

11 Abril 2003 18:46:00


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