BAD deseja contratar mais mulheres

Paris- França (PANA) -- O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pretende recrutar mais mulheres no âmbito do seu novo programa de reformas, de acordo com um estudo encomendado pelo presidente, o ruandês Donald Kaberuka.
O estudo, publicado quinta-feira em Paris, precisa que as mulheres representam apenas 30 por cento dos efectivos actuais do BAD contra 47 por cento em instituições similares como o Banco Asiático de Desenvolvimento, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Comparado com uma amostra de outras organizações internacionais, o BAD regista menos de mulheres em geral (30 contra 47 por cento) e menos mulheres em postos da categoria profissional (22 contra 35 por cento)", indica o documento.
O estudo defende que doravante "o recrutamento deve considerar a diversidade como prioridade para corrigir os desequilíbros".
Sublinhando a fraqueza dos jovens menores de 30 anos entre os seus efectivos, a instituição bancária promete fazer esforços particulares para os atrair.
O BAD pretende propôr-lhes remunerações equivalentes às concedidas por instituições internacionais como o Banco Mundial e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Cerca de mil e 375 pessoas de diversas nacionalidades trabalham no BAD, que instalou provisoriamente a sua sede em Túnis (Tunísia) após a sua partida de Abidjan (Côte d'Ivoire) na sequência do desencadeamento da rebelião armada de Setembro de 2002.

12 Maio 2006 11:59:00


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