Autoridades líbias denunciam interdição de minaretes na Suíça

Tripoli- Líbia (PANA) -- O Comité Nacional Líbio dos Direitos Humanos, que depende do Comité Popular Geral (Ministério) líbio da Justiça, denunciou os resultados do referendo organizado na Suíça, a 29 de Novembro último, que determinou a interdição da construção de minaretes neste país europeu.
Num comunicado divulgado terça-feira à noite em Tripoli, o Comité indica que esta medida constitui "uma violação clara" dos direitos humanos e das convenções internacionais relativas aos direitos humanos de que a Suíça faz parte, e coloca restrições sobre o direito de praticar sem discriminação nem obstáculos os ritos religiosos dos muçulmanos na Suíça.
A nota afirma que esta medida não é uma surpresa vinda dum país que "pratica a hipocrisia política e pretende respeitar os direitos humanos e a soberania do direito numa altura em que legifera práticas racistas hediondas contra as religiões através das suas leis e da sua Constituição".
O Comité pede aos países árabes e muçulmanos e à Organização da Conferência Islâmica (OCI) a tomada de disposições eficazes e rápidas contra a Suíça para a levar a anular esta lei "racista num país que alberga a sede do Conselho dos Direitos Humanos".
Mais de 57 por cento dos Suíços votaram, a 29 de Novembro último, durante o referendo sobre os minaretes, pela interdição da construção de novos minaretes na Suíça, por iniciativa do Partido Conservador Popular e do Partido Democrata Cristão, o que conduzirá à revisão do artigo 72 da Constituição da Confederação Suíça que rege as relações entre o Estado e as religiões.

02 Dezembro 2009 20:43:00


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