Autoridades levantam interdição de utilização de praias em Cabo Verde

Praia- Cabo Verde (PANA) -- As autoridades sanitárias em Cabo Verde levantaram esta sexta-feira a interdição imposta há mais duma semana aos banhistas de frequentarem as duas principais praias da capital, designadamente Quebra Canela e Prainha, devido à poluição.
No entanto, mantém-se a proibição em relação à Praia Negra e Gambôa, que continuam contaminadas com os vazamentos resultantes de um rompimento na rede de esgotos da empresa de água e electricidade (Electra), segundo uma fonte da Delegacia local de Saúde.
Há cerca de 10 dias, as autoridades sanitárias da capital cabo-verdiana decidiram interditar as praias dos arredores do principal centro urbano do arquipélago por estarem contaminadas com coliformes fecais, resultantes da descarga no mar dos esgotos da cidade.
Segundo o delegado de Saúde, José da Rosa, o levantamento da interdição, mas somente para as praias de Quebra Canela e Prainha, deve-se ao facto de, neste momento, já não haver vazamento de esgotos nem contaminação dessas duas praias.
O médico José da Rosa garantiu que os banhistas podem frequentar as duas praias de forma segura, uma vez que já cessou o vazamento das águas de esgoto na zona da Gambôa.
"Não havendo neste momento uma contaminação real das águas, pensamos que já há melhores condições das praias para que possam ser frequentadas, mas continuaremos a fazer o seu controlo", explicou.
Contudo, o delegado de Saúde na capital cabo-verdiana advertiu que a reparação do vazamento na Gambôa foi feita há uma semana, pelo que ainda há água acumulada na zona e por isso a continuação da proibição de utilização desta praia bem como da Praia Negra.
Face ao sucedido e que impediu os banhistas de utilizaram as praias dos arredores da capital cabo-verdiana, as autoridades sanitárias prometem agora um controlo efectivo das suas águas, nomeadamente durante todo o Verão, quando haverá análises quinzenais para verificar o nível de contaminação.
Esta foi a segunda vez num mês que as praias da capital cabo-verdiana foram poluídas.
Em Maio último, a proibição deveu-se a resíduos não tratados que foram derramados no mar, numa altura em que se realizavam obras na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), pertencente à Electra.

15 Junho 2007 19:48:00


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