Angola defende integração das TIC em África com base em visão endógena

Túnis, Tunísia (PANA) – O secretário de Estado da Educação de Angola para a Formação e Ensino Técnico Profissional, Narciso Benedito, defendeu quarta-feira em Túnis, capital da Tunísia, a necessidade duma abordagem da integração em África das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na educação e na formação a partir duma visão endógena.

Narciso Benedito, que falava durante um painel no primeiro Fórum Ministerial Africano sobre a Integração das TIC na Educação e na Formação, afirmou que os países do continente devem definir uma visão política dos seus sistemas educativos para a utilização das TIC.

Segundo ele, as TIC não devem ser vistas apenas como um instrumento, mas sim como algo que responda às necessidades de desenvolvimento das sociedades africanas.

Ele advogou ainda a partilha de vontade política, a gestão dos processos em curso e a parceria no tratamento da informação estatística dos sistemas educativos.

Para além de Narciso Benedito, a delegação angolana que participa no fórum desde segunda-feira integra igualmente Mateus Padoca Calado, docente de Ciência da Computação na Universidade Agostinho Neto; Manuel Mayimona, consultor do ministro da Educação; bem como  Rosário Correia e Paulino Kangoma, ambos quadros do Ministério do Ensino Superior.

Ao intervir igualmente no painel ministerial, o vice-ministro da Educação de Moçambique, Arlindo Chilundo, corroborou com o governante angolano, sublinhando a necessidade dum plano estratégico de integração das TIC na educação em função e com base na realidade de cada país.

Arlindo Chilundo afirmou que, posteriormente, devem ser elaborados planos operacionais que integrarão uma simbiose entre os parceiros locais em cada país e multinacionais no processo de integração das TIC.

Por seu lado, o ministro da Educação Nacional do Senegal, Serigne Mbaye Thiam, destacou a criação em 2013 no seu país duma universidade virtual com espaço digital aberto no quadro da integração das TIC.

Ele disse que a integração das TIC nos países africanos não deve provir de interesses privados, mas sim dos Governos que devem ter uma visão neste sentido nos seus sistemas educativos.

O ministro do Ensino Profissional e Técnico do Níger, Chaibou Dan-Inna; o secretário de Estado do Ministério do Ensino Primário, Secundário e Profissional do Uganda, Bataringaya Kamanda; e o diretor da Educação e Juventude da Organização Internacional da Francofonia (OIF), Ma-Umba Mabiala, intervieram igualmente no painel ministerial.

O painel precede ao encerramento oficial, esta quarta-feira, do Fórum Ministerial Africano sobre a Integração das TIC na Educação e na Formação, que visa ajudar os decisores políticos, os  parceiros de desenvolvimento e o setor privado a adotar políticas eficazes e pertinentes de inserção das TIC para acelerar de maneira estratégica a transformação dos seus sistemas de educação e de formação.

Outro objetivo é criar uma plataforma de diálogo de alto nível entre os diferentes atores para que eles tenham uma compreensão comum das possibilidades oferecidas pelas TIC e das políticas estratégicas a adotar para a sua utilização eficaz pelos sistemas de educação e de formação.

O Fórum Ministerial é conjuntamente organizado pela Associação para o Desenvolvimento da Educação em África (ADEA), pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), pela Organização Internacional da Francofonia (OIF) e pela empresa americana de tecnologia informática Intel Corporartion, sob os auspícios do Ministério da Educação da Tunísia.

-0- PANA TON 11dez2013




11 Dezembro 2013 15:30:19


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