Angola com mais baixos índices de criminalidade em África, diz Polícia Nacional

Luanda, Angola (PANA)   - O segundo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário chefe Paulo de Almeida, afirmou terça-feira, em Luanda, que Angola é dos países africanos com os menores índices de criminalidade, mas que o problema já requer especial atenção e competentes respostas transversais.

Ao falar no ato de encerramento do curso básico de ordem pública e de especialização de trânsito em motociclos, o responsável notou que tal realidade não deve acomodar a corporação, uma vez que, disse, os desafios são sérios e enormes.

Considerou necessário que o país tenha uma polícia forte, coesa, disciplinada, bem equipada e com bom sentido de missão.

Em relação aos novos agentes, o comissário Almeida referiu que devem estar satisfeitos por integrarem as estruturas da Polícia Nacional, alertando no entanto que, para se alcançar patamares altos na corporação, precisam de começar a partir da base.

"O bom polícia é aquele que começa a partir da base e vai evoluindo na sua carreira profissional", notou.

Segundo o segundo comandante geral da Polícia Nacional, não se pode dar espaço para que a criminalidade ganhe estrutura desestabilizadora no país.

A ação da polícia, vincou, deve ser firme, consentânea e clara.

Entretanto, afirmou que têm recebido informações preocupantes sobre o comportamento desprestigiante de alguns agentes na via pública, na abordagem ao cidadão e na receção de queixas ou participações nas esquadras policiais.

A propósito, frisou que a falta de ética, o abuso de autoridade, a linguagem dura, embriaguez, famosa "gasosa" e outras atitudes nocivas às normas deontológicas da corporação terão respostas muito contundentes.

"A Polícia Nacional tem um regulamento de disciplina muito claro e exigente. Não teremos contemplações em demitir da corporação todos quantos violarem grosseiramente as normas de conduta", advertiu.

O comissário-chefe Paulo de Almeida fez saber, por outro lado, que, nos últimos tempos, se tem registado algumas manifestações orientadas para culpabilizar a Polícia Nacional e, ao mesmo tempo, a corporação tem sido acusada de violar os direitos humanos, "por não deixar desordenar e desestabilizar a ordem pública institucional".

"Constantemente temos sido referenciados como autores de um genocídio imaginário ocorrido (em maio de 2015) no Monte Sumi, província de Huambo (centro). A polícia não tem esta doutrina nem este estilo de atuação", sublinhou.

A seu ver, os dados sobre este triste acontecimento, em que foram assassinados os nossos polícias, foram divulgados pelos competentes órgãos oficiais e todo o resto é pura especulação.

-0- PANA DD/DD 23set2015

23 Setembro 2015 10:20:53


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