Angola advoga técnicas de esterilização contra mosca tsé-tsé

Luanda- Angola (PANA) -- Angola defende a utilização pelos Estados membros da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) das técnicas de esterilização de insectos para criar zonas livres da mosca tsé-tsé e do mosquito em África, anunciou o embaixador angolano junto das organizações Internacionais, Fidelino Figueiredo.
O chefe da missão diplomática angolana em Viena falava esta semana, em Nova Iorque, durante a apresentação do relatório da AIEA na sessão plenária da Assembleia Geral da ONU.
Fidelino Figueiredo observou que a mosca tsé-tsé, responsável pela doença da tripanossomíase, constituía um dos principais entraves ao desenvolvimento sócio-económico do continente africano.
A tripanossomíase e a malaria têm provocado anualmente a morte de dezenas de milhares de vidas humanas e do gado, ameaçando ainda mais de 60 milhões de pessoas de 37 países, muitos dos quais membros da  Agência, afirmou o diplomata angolano.
Destacando a importância da AIEA, no seu contributo para o estabelecimento da paz, saúde e prosperidade no  mundo, Fidelino Figeuiredo lamentou o facto de África estar muito longe de atingir os resultados relativos ao  fornecimento  apropriado de uma saúde adequada, alimentos,  água e um ambiente saudável.
Relativamente à malária, disse que o desenvolvimento das técnicas de esterilização poderá  facilitar o controlo e a  erradicação dos mosquitos, apelando a AIEA a  intensificar a pesquisa para possibilitar o uso das técnicas de esterilização de insectos.
Mais de 90 por cento dos casos de malária no mundo estão em África, onde causam milhões de mortes por ano, indicou.
Como Estado membro da AIEA, Angola tem trabalhado em quatro projectos ligados às áreas da física nuclear, ao diagnóstico   de doenças dos animais, radioterapia e poluição marítima.

03 Novembro 2004 14:32:00


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