Angola: Governo e FAO vão executar programas agro-pecuários

Luanda- Angola (PANA) -- Angola e o Fundo da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) vão executar, dentro em breve, programas agro- pecuários com uma duração de cinco anos, anunciou sábado em Syrtes (Líbia), o director da referida instituição mundial, Jacques Diouf.
Jacques Diouf fez esta afirmação durante um encontro com o ministro angolano da Agricultura, Gilberto Buta Lutukuta, à margem da cimeira extraordinária da União Africana (UA) sobre a agricultura e recursos hídricos terminada sábado naquela cidade líbia.
"O Presidente angolano presta uma atenção especial aos programas ligados à agricultura e, com a conquista da paz, Angola pode fazer muita coisa para desenvolver o sector", disse o funcionário senegalês ao serviço da ONU, ressaltando as boas relações entre a FAO e Angola, e que podem contribuir para este mesmo desenvolvimento.
"São excelentes e deverão ser reforçadas", acrescentou Jaques Diouf a jornalistas angolanos que cobriam a cimeira de Sirtes.
Expressou por outro lado, a sua satisfação pelos resultados da cimeira sobre a agricultura e águas, por neste evento terem sido delineados os principais programas ligados ao desenvolvimento destas áreas.
"Devemos de facto lutar pelo melhoramento das infra-estruturas, modernizar a agricultura e aproveitar com mais eficácia os recursos hídricos", segundo Jacques Diouf.
Partilhando esta opinião, o ministro angolano da Agricultura, Gilberto Buta Lutukuta, um dos integrantes da delegação angolana, reconheceu que esforços conjugados estavam em curso para que houvesse um verdadeiro espírito de cooperação entre os diversos países africanos em tudo o que dissesse respeito ao sector agrícola.
"Pensamos que, com esta conferência, poderemos alcançar melhorias substanciais, acabar com a fome e reduzir a pobreza", disse o o governante angolano.
No que concerne ao sector das águas o ministro angolano da Energia e Águas, Botelho de Vasconcelos, defendeu a visão sobre uma séria "gestão partilhada" dos recursos.
"Com esta gestão, os países ribeirinhos como Angola, poderão começar a propor a assinatura de protocolos bilaterais que darão origem à rubrica de outros de origem regional".
Com o que foi debatido na Líbia, relativamente aos recursos hídricos, Botelho de Vasconcelos espera que Angola venha a ter, num futuro breve, uma intervenção preponderante, tendo em conta os protocolos já celebrados com a Namíbia e o Botswana.
80 por cento da população africana dedica-se à actividade agrícola, tendo a água como um dos grandes elementos para o seu desenvolvimento.
Angola, com 14 por cento da água existente no universo, é um dos países com uma das maiores bacias hidrográficas de África.
Em África, a agricultura é que contribuí em grande parte para o produto interno bruto (PIB), empregando mais de 60 por cento da população e constituíndo a fonte de mais de 40 por cento da moeda externa para a maioria dos países africanos.

29 Fevereiro 2004 12:19:00


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