Amara Essy com negociadores da CEDEAO em Bouaké

Abidjan- Côte d'ivoire, (PANA) -- O presidente interino da Comissão da União africana, o ivoirense Amara Essy, vai reencontrar sexta-feira em Bouaké ( cerca de 350 quilómetros ao Norte de Abidjan), os membros do Grupo de contacto da Comunidade económica dos Estados da África ocidental (CEDEAO), revelou quinta-feira à PANA o secretário executivo da organização oeste-africana, Mohamed Ibn Chambas.
Essy vai juntar-se à delegação da CEDEAO, composta de 22 pessoas, que deixaram Abidjan por volta do meio-dia com destino a capital do Centro, a bordo de dois helicópteros franceses.
Fazem parte desta delegação os representantes dos países membros do Grupo de contacto (Ghana, Togo, Nigéria, Guiné Bissau e Níger), nomeadamente os ministros dos Negócios estrangeiros, da Defesa e da Segurança, bem como os chefes de Estado maior dos seus respectivos exércitos.
Segundo Chambas, o presidente interino da Comissão da União africana manifestou "claramente a sua intenção de participar activamente na busca de soluções à crise que abala a Côte d'Ivoire", antes mesmo de designar um representante que acompanhará o Grupo de contacto da CEDEAO.
Um primeiro contacto por telefone teve lugar terça-feira entre o secretário executivo da CEDEAO, o ganense Mohamed Ibn Chambas, e o tenente Elender, que se apresentou como o comandante-em-chefe das operações dos insurectos, na segunda cidade de Côte d'ivoire.
Na véspera, o Grupo de contacto da organização oeste-africana havia mantido um encontro com o chefe de Estado ivoirense,Laurent Gbagbo, que, segundo fontes fidedignas, terá aceite o princípio de instauração de um cessar-fogo entre os beligerantes.
A deslocação à Bouaké do Grupo de contacto da CEDEAO, criado em Accra, aquando da cimeira extraordinária da organização oeste- africana, surge cerca de duas semanas após o desencadeamento da rebelião de cerca de 750 soldados em vias de desmobilização do exército, em Abidjan, Bouaké e Korhogo (cerca de 700 quilómetros ao norte de Abidjan).
Segundo fontes militares e diplomáticas, a rebelião, qualificada hoje de "agressão terrorista" pelas autoridades ivoirenses, terá feito mais de 500 mortos e várias centenas de feridos.
Entre os mortos se destacam o ex-chefe da junta militar destituida, o general Guei Robert, a sua esposa, Rose Doudou, e o ministro de Estado encarregue do Interior e da Descentralização, Emile Boga Doudou

02 Dezembro 2002 19:51:00


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