Africanos felicitados pela sua capacidade de resolver seus problemas

Tripoli- Líbia (PANA) -- O ex-Presidente de São Tomé e Príncipe, Miguel Trovoada, afirmou que o Acordo-Quadro de Dakar (assinado no Senegal) pelos protagonistas da crise política mauritana demonstra a capacidade dos Africanos de resolver seus problemas através do diálogo e de encontrar soluções menos onerosas tanto para os países africanos como para as suas populações.
Numa entrevista à PANA, à margem da sexta sessão do Painel dos Sábios Africanos realizada a 7 de Junho corrente em Tripoli, Trovoada, que é membro desta estrutura, indicou que este acordo no qual a União Africana (UA) se investiu muito através da sua Comissão e da sua presidência em exercício, foi fruto dos esforços da comunidade internacional.
Ele disse também que este acordo resultou da pressão do povo mauritano e da sabedoria da classe política da Mauritânia que, num dado momento, se apercebeu que mais valia encontrar uma via pacífica para resolver o problema do que envenenar as coisas e encontrar-se em situações de crises irreversíveis que provocariam muitos danos para o povo mauritano.
O Senegal assumiu uma mediação entre os protagonistas da crise política mauritana que culminou num acordo baptizado "Acordo de Dakar" que inclui nomeadamente a formação dum Governo de Unidade Nacional de Transição encarregue da organização das eleições presidenciais adiadas para 18 de Julho próximo depois de inicialmente terem sido marcadas para 6 de Junho corrente.
Ao falar das missões do Painel dos Sábios Africanos, o ex-Presidente de São Tomé e Príncipe indicou que esta instituição foi criada como instrumento de apoio ao Conselho de Paz e Segurança da União Africana e que a sua função essencial situa-se num quadro de prevenção prestando ao mesmo tempo atenção a sinais precursores de eventuais conflitos no continente.
Evocando a prevenção de conflitos em África, o ex-presidente são- tomense indicou que esta acção passa pela observação muito atenta do que está a ocorrer em diferentes países e se se observarem sinais, o Painel é chamado a intervir por iniciativas próprias ou apoiando os esforços do presidente da Comissão da UA ou do comissário para a Paz e Segurança.

09 Junho 2009 20:10:00




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