Activistas de género exigem acções concretas da Cimeira da UA

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- Mais uma vez, os activistas de género acompanham de perto os líderes africanos para discutir a implemenção da sua Declaração Solene de 2004 sobre a Igualdade de Género.
A racionalização do género nas instituições africanas e nas sociedades tradicionais em geral é provavelmente a única agenda do continente que se aborda com tanta força nestes últimos anos.
Com os chefes de Estado e de Governo da UA em Addis Abeba ppresentes na 8ª Cimeira da União Africana (UA) prevista para 29 a 30 de Janeiro de 2007, os representantes da organização feminina de todo o continente já se estão concertar para fazer com que este encontro não dê só simples promessas para realizar o projecto de igualdade de género.
À margem da cimeira, os activistas de género organizam a sua nona pré-cimeira de consluta para examinar os relatórios sombrios dos Estados membros e discutir os constrangimentos e as falhas registados na implementação da Declaração Solene.
Porque as mulheres devem ser as principais a buscar uma paridade genérica? Onde estão os seus colegas? Será que a igualdade de género não preocupa os homens? Como a África espera abordar cabalmente esta agenda sem a participação dos homens? Assinaturas anexadas à Declaração Solene sobre a Igualdade de Género não são genéricas.
Porém, é uma verdade absoluta que a adopção do documento foi feita por políticos que, apesar de todos seus discursos sobre a igualdade de género, podem não estarem preparados para cumprir com os seus compromissos porque não sentem pessoalmente o peso nas suas consciências.
Na sequência da adopção da Declarafção Solene, as redes femininas da sociedade civil reuniram-se várias vezes para avançar com oo trabalhos do género na Comissão da UA e nas instituições nacionais mas há ainda obstáculos.
Tradições que obrigam as mulheres a ocupar uma posição secundária continuam ainda fortes, particularmente na África rural, apesar das pequenas mudanças nas atitudes das pessoas em relação às empresárias das grandes e pequenas cidades onde a sobrevivência de cada pessoa significa competição.
De acordo com os organizadores desta pré-cimeira de dois dias, os participantes vão analizar os relatórios sombrios produzidos pela sociedade civil sobre a implementação da Declaração Solene dos Estados membros da UA.
Apenas alguns Estados membros registaram na Comissão da UA o seu progresso relativo à importância do género, no maior contexto dos direitos das mulheres nos processos de desenvolvimento socioeconómico, de paz e segurança.
Após três anos da corrente do género, o conhecimento da Declaração Solene e as questões conexas estão ainda são devidamente manifestos no seio das principais organizações a nível nacional, sub-regional e regional.
Será que esta situação significa que a questão é difícil de entender? De acordo com um relatório de 1997 do Conselho Económico e Social da ONU, a importânica do género é o "processo de avaliar as implicações das mulheres e dos homens em qualquer acção planeada, incluindo a legislação, as políticas ou os programas, [.
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] tornando as preocupações e experiências femininas numa dimensão integral da dimensão do projecto, da implementação, do monitoramento e da avaliação das políticas e dos programas [.
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] para que as mulheres e os homens beneficiem de maneira igual de oportunidades".
Durante a oitava reunião organizada em Banjul, na Gâmbia, em Junho de 2006, as organizações femininas lançaram a rede "Campanha de Género é a Minha Agenda" para facilitar o diálogo e encorajar a revisão das estratégias sobre a movimento do género no seio da UA.
Esta semana, a rede organizou uma exposição sobre as suas actividades e os seus pontos findamenais em relação aos seus respectivos grupos temáticos.
Além disso, uma discussão empreendida por uma comissão de alto nível composta por chefes de Estado e organizações da sociedade civil vai ocorrer a 30 de Janeiro para incutir na cabeça das autoridades a necessidade duma acção tangível sobre esta questão.
A campanha para a igualdade do género não se limita a um segmento da sociedade.
É por esta razão que a rede da "Campanha de Género é a Minha Agenda" visa mobilizar a imprensa sobre esta agenda na UA.
Porém, o sucesso deste método vai depender de como os políticos vão acolher os factos revelados pela imprensa não apenas sobre as suas realizações, mas também sobre as falhas das suas políticas.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), priorizar o género significa ser cauteloso dando uma visibilidade e um apoio às contribuições femininas em vez de supor que as mulheres vão beneficiar igualmente das intervenções de desenvolvimento que não envolvem o género.
Chegou o momento de os líderes africanos realizarem que as acções destacadas visam dar mais poder às mulheres e que retirar as injustiças do género na esfera socioeconómica vai dar resultados se forem combinadas com os esforços para engendrar o processo de desenvolvimento.
A organização Mulheres África Solidariedade (FAS), baseada na Suíça, dirige a pré-cimeira com o objectivo de promover a parceria entre os diferentes representantes e reforçar o seu engajamento para efevtivar a implementação da Declaração Solene sobre a igualdade de género e os direitos das mulheres.

24 Janeiro 2007 14:02:00


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